quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

UFO OVNI NA RAMPA DE DECOLAGEM DE PARAPENTE LITORAL PAULISTA

sábado, 28 de janeiro de 2017

COMO SE CONSTRÓI A FELICIDADE

*Durante um seminário, um dos palestrantes perguntou a uma das esposas:*
*"Seu marido lhe faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade?"*
*Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento.*
*Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro "NÃO", daqueles bem redondos!*
*"Não, o meu marido não me faz feliz"!*
*O marido ficou desconcertado, mas ela continuou:*
*"Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz".*
*"O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade.*
*Eu determino que serei feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas.*
*Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável.*
*Eu preciso decidir ser feliz independente de tudo o que existe! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não, eu sou feliz!*
*Hoje sou casada, mas eu já era feliz quando estava solteira.*
*Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de* *"experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria ou tristeza".*
*Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza.*
*Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.*
*Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque está muito frio, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem feliz, porque meus amigos não me fazem feliz, porque meu emprego é medíocre e por aí vai*.
*Amo a vida que tenho mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade.*
*Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar em seus ombros. A vida de todos fica muito mais leve.*
*E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos."

6º Fenícios uma linhagem réptil humana - David Icke

terça-feira, 29 de novembro de 2016

BERNARDO RAMIRES ESQUIVEL, PATRIARCA DA NOBREZA PORTUGUESA NA DESCENCENCIA NO BRASIL

BERNARDO RAMIRES ESQUÍVEL 
(1723-1812).
ARISTOCRACIA E OFÍCIO NOS FINAIS DO ANTIGO REGIME



Universidade de Lisboa
Faculdade de Letras
Departamento de História

Dissertação de Mestrado em
HISTÓRIA MARÍTIMA
por
PEDRO MIGUEL NAZARÉ PEREIRA


Orientação
Professora Doutora
Maria de Fátima Marques Dias Antunes dos Reis
2011


Figura 111 – Bernardo Ramires Esquível. Fonte: Biblioteca Central de Marinha.


Pintura dos finais do século XVIII, mandada pintar pelo Marquês de Pombal. Do lado esquerdo Bernardo Ramires Esquível tem um papel onde se pode ler: Excelentíssimo Senhor Bernardo Ramires Esquível 1º Barão da Arruda e Almirante da Marinha. Uma curiosidade desta gravura é Esquível estar sentado na cadeira que levava sempre para bordo dos navios.
http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/6812/1/ulfl107710_tm.pdf


Do pouco que apuramos sobre ele, sabemos que nasceu no dia 29 de Julho de
1723. O local exacto onde sua mãe deu à luz é incerto, apesar de se pensar que foi em
Lisboa, uma vez que todos os seus familiares viviam nesta cidade naquela altura. No
entanto, sabemos que o pai serviu a coroa durante trinta anos na região da Beira, o que
nos leva a deixar em aberto o seu local exacto de nascimento. Nesse mesmo ano, partiu
uma “nau rumo aos corsários” ingleses que operavam nas costas de Angola. Seria este
um presságio para Esquível, uma vez que ele passou grande parte da sua vida a
combater corsários e piratas? A situação política que se vivia em Portugal neste período
era muito instável e no ano anterior ao seu nascimento, Portugal cortara relações com a
França.

É-lhe dado o nome do seu bisavô paterno; este antepassado passou a Portugal no
tempo em que este reino estava unido a Castela e neste serviu com distinção D. Filipe
III. Bernardo Ramires Esquível era o quarto dos cinco filhos de Manuel Ramires
Esquível e de D. Clara Antónia de Sousa.

Da sua infância de jovem nobre pouco ou nada se sabe. O que se pode
depreender é como seria a vida de um rapaz de linhagem em Lisboa por essa altura.
Bernardo Ramires Esquível tinha o mar como horizonte, tendo a permanente presença
dos seus antepassados na Marinha Portuguesa.

Bernardo Ramires Esquível tal como o seu bisavô Bernardo Ramires Esquível, o
seu avô Diogo Ramires Esquível e seu pai Manuel Ramires Esquível enveredou pela
vida militar. Seu avô notabilizou-se na Marinha e foi Capitão-de-Mar-e-Guerra, vindo a
ser também Cabo de Frotas no Brasil e Governador Capitão General das Ilhas de Cabo
Verde, tendo servido com grande distinção ao ponto de ser indigitado como
Almirante20; enquanto o seu progenitor foi Capitão de Infantaria, feito Moço Fidalgo a
13 de Março de 1690, distinguindo-se nas lutas da Restauração21
No ano de 1735, Portugal envolveu-se novamente em confronto com a Espanha,
conflito que iria ter o seu termo a 16 de Março de 1737 com um acordo assinado em
Paris.

Existem relatos por parte da família22 de que Esquível ingressou na Marinha
com doze anos de idade como grumete, tendo como função lavar os conveses das naus,
infelizmente não pudemos apurar se este apontamento é verdadeiro ou não, no entanto,
sabemos que no dia 27 de Julho de 1744, com vinte e um anos de idade, assentou Praça
de Soldado no Regimento da Armada Real.

O seu mérito militar vai ser reconhecido durante o reinado de três monarcas diferentes,
D. João V, D. José e D. Maria I26. Das mercês que lhe foram atribuídas destacam-se:
a de Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo; a Concessão da Comenda da Ordem da
Pedisqueira; o Título de Barão de Arruda, o Título de Visconde de Estremoz; a Comenda
da Casa da Índia e a Gran Cruz da Ordem de Santiago da Espada27 . Esquível, tal como
seu avô e seu pai, ostentará o título de Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo.

Em 4 de Outubro de 1775, Bernardo Ramires Esquível com cinquenta e dois
anos de idade casou com uma parente próxima28, D. Antónia Teresa de Azevedo
Abraldes de Mendonça, de apenas quinze anos de idade. Sua mulher ao casar levou de
dote quatro mil cruzados por imposição de uma lei à data vigente29. Por altura do
falecimento do seu sogro, este alegou em testamento, que já não existia tal lei, tentando,
desta forma, obrigar à devolução da quantia. Ramires Esquível actuou judicialmente por
considerar esta obrigação uma enorme injustiça30

Deste casamento nasceram treze filhos, tendo dois deles, Diogo e Manuel,
morrido na adolescência vítimas de hidropisia31. Estes dois filhos só poderiam ter
nascido entre 1776 e 1779, pois tomaram este nome, outros dois que nasceram depois.
Destes dois primeiros filhos existe pouca informação. Em relação aos que sobreviveram
aos primeiros anos de vida, o primogénito vai ser António Ramires Esquível nascido a 2
de Maio de 1780, e que será o segundo Barão de Arruda e o segundo Visconde de
Estremoz. Os outros dez filhos foram: D. Maria Teresa Esquível, nascida a 22 de Junho
de 1781; Diogo Ramires Esquível a 3 de Dezembro de 1782 (cativo em Argel por
aprisionamento da Fragata Cisne32); Manuel Ramires Esquível nascido a 19 Março de
1784 (acompanhou a família Real ao Brasil quando esta saiu do Reino em fuga às 
invasões francesas³³; D. Isabel Bernarda Esquível nascida a 15 de Novembro de 1785;
D. Mariana José Esquível nascida a 10 de Abril de 1788; D. Joaquina Maurícia Esquível
nascida a 29 de Janeiro de 1790; Bernardo Ramires Esquível nascido a 31 de Dezembro
de 1792; Francisco Ramires Esquível, no ano de 1793 (único filho varão que não
pertenceu à Armada Real34); D. Antónia Teresa Esquível nascida a 11 de Setembro de
1794 e por último D. Clara Antónia Esquível nascida a 9 de Dezembro de 1796.
_______________

Quadro 1 – Carta de Bernardo Ramires Esquível a Martinho de Melo e Castro.

“Ilmo Exm Snr.

Nunca menos foi preciso aos oficiais da Marinha que têm a honra de servir a Sua
Magestade debaixo dos olhos e das ordens de V. Exª apresentar atestações nem outros
documentos dos seus serviços quando na alta compreensão de V. Exª está com a mais justa
balança da Justiça graduado o merecimento de todos; mas não obstante este principio peço
a V. Exª perdão de lhe repetir o que V. Exª sabe melhor, recebendo um resumo dos meus
serviços com algumas notas que os podem fazer mais distintos.
Eu sirvo efectivamente na marinha há quarenta e cinco anos com vinte e sete
viagens e uma Armada e cinco aos Portos do Brasil, em soldado e oficial do Regimento da
Armada, Capitão Tenente, Capitão de Mar e Guerra, Coronel de Mar e Marechal de Campo
em que me acho. Em Capitão Tenente vim do Pará na Fragata Mercês evitei pelo meu voto,
e protesto uma arribada que o comandante queria fazer de Cadiz, e entregando-me o
governo da Fragata visto ser eu de contrário parecer, tive a satisfação de entrar no Porto
dessa Cidade dentro de quarenta e oito horas poupando a S. Magestade uma grande
despesa. Em Capitão de Mar e Guerra embarcado na Nau Belém comandei a Esquadra que
foi socorrer e evacuar a Praça de Mazagão que os Mouros tinham bloqueado e com uma
bataria impedido todo o socorro por Mar, que foi preciso sofrer bastante fogo da dita bataria
para comunicar com a Praça e não obstante este embaraço, e ser na estação de inverno tão
arriscado naquela Costa, se retirou da Praça duas mil e duzentas almas, que a não ser bem
feita esta diligência custariam a resgatar quatro ou cinco milhões, acrescendo ter trazido da
mesma Praça o Governador com muitos oficiais, os Eclesiásticos e pessoas que vim
sustentando, sem que por isso se me desse ajuda de custo alguma. Depois já no felicissimo
Reino de S. Magestade expedido pelas ordens de V. Exª comandei a Nau Bom Sucesso á
Ilha do Faial de onde conduzi para esta cidade os Cabedais e mais géneros do Galeão Bom
Concselho pertencentes a S. Magestade Católica e seus vassalos e achando-se o dito Porto
cercado por cinco Corsários Ingleses com uma Nau de sessenta peças dispostos a atacar
quem fosse buscar aquela prata, seguindo a Nau que a trazia se chegaram até ao tiro de
pistola, mas vendo a disposição em que a mesma Nau se achava, se não resolveram lutar
em questão alguma. Enfim foi Sua Magestade servida nomear-me comandante da Esquadra
que foi auxiliar as forças navais que S. Magestade Católica mandou atacar a Praça de
Argel, e correndo diferentes Nações combinadas fêz distinguir a Portuguesa confessado
pelas outras, e por S. Magestade Católica segurando-me assim o seu Ministro da Marinha
na carta que me escreveu a Cartagena da parte do mesmo soberano, tendo depois em
Queluz a honra de S. Magestade me dizer que estava muito satisfeita, e se dava por bem
servida. Ultimamente comandei a Esquadra do Estreito de Gibraltar, e depois de conseguir
o principal objecto de impedir a passagem aos piratas inimigos, evitei muitas despesas, e
estabeleci a sua formalidade a mais clara, e a mais exacta.
O resto dos meus serviços foi sempre conta do que entregaram e fazer o que me
mandaram.

Casa da Rua Direita dos Anjos 1 de Julho de 1789
Bernardo Ramires Esquível

Ilmo Exmo Snr.
Martinho de Melo e Castro”
_______
35Fonte: Rosinho Morais Moniz da Maia, Ramires Esquível II Séculos de Mar e cinco gerações de
marinheiros, Lisboa, [s.n.], 2002, p. 73.
__________________

A 10 de Janeiro de 1792 foi anunciado pela “Gazeta de Lisboa”, o estado de
insanidade da Rainha D. Maria I. A 9 de Fevereiro do mesmo ano, sabemos que
Bernardo Ramires Esquível apresentava uma exposição ao Ministro da Marinha,
Martinho de Melo e Castro, mas infelizmente não sabemos qual o seu conteúdo e qual a
resposta que obteve. No dia seguinte, o príncipe D. João³ assumiu o governo interino
do país.

No dia 29 de Abril de 1795, Esquível foi nomeado Conselheiro do Almirantado
(primeiro Presidente do Conselho). A 22 de Junho desse mesmo ano teve a sua primeira
sessão, o Conselho do Almirantado com a presença do seu Presidente o Conde de S.
Vicente, e dos Conselheiros, os Tenentes Generais Bernardo Ramires Esquível, e José
Sanches de Brito, e dos Chefes de Esquadra António Januário do Valle e Pedro de
Mendonça e Moura.

No dia 17 de Dezembro de 1801, Ramires Esquível passa a ter o título de 1º
Barão de Arruda.

Durante as invasões francesas Bernardo Ramires Esquível viveu amargurado
pela situação em que se encontrava o seu país e temeu mesmo que este se tornasse num
“país de patifes” capazes de pilhar tudo para sobreviver37. Durante a estada dos
franceses em Lisboa, ele ficou sem receber o seu ordenado mensal, como podemos ver
neste pequeno excerto que ele nos deixou numa pequena folha de papel:
“Recebidos para o Soldo dos dois meses que me não pagaram do ano 1808 que
são de Julho e Agosto cujos pagarão os Franceses já na Agonia e que por isso mesmo eu
os não quis ir receber, pois sempre tive a dôce esperança de que o meu País não havia
de ser Argel”
38
.
A 21 de Novembro de 1806, Napoleão Bonaparte decretou o Bloqueio
Continental39. Em consequência, em 1807, Portugal foi intimado a fechar os seus portos
à Inglaterra. Depois da recusa por parte do regente D. João em aceitar o Bloqueio, as
tropas francesas, comandadas por Junot, invadiram Portugal a 30 de Novembro de 1807,

36 Vide Jorge Pedreira e Fernando Dores Costa, D. João VI, Lisboa, Círculo de Leitores, 2006.
37 Rosinho Morais Moniz da Maia, op. cit., p. 111.
38 Id., ibid., p. 111.
39 Vide Maria Emília Cordeiro Ferreira, “Bloqueio Continental, Dicionário de História de Portugal,
Porto, Livraria Figueirinnhas, 1992.

Pp 25
chegando mesmo a ocupar a cidade de Lisboa. Esta invasão obrigou a Família Real
Portuguesa a deslocar-se para o Brasil, onde chegou a 22 de Janeiro de 1808. Portugal
iria sofrer outras duas invasões francesas, uma em 1808 e a outra em 1810.
A 24 de Maio de 1810, Bernardo Ramires Esquível foi dispensado do Comando
da Marinha. Nesse mesmo ano, a 12 de Outubro, passou a ter o título de 1º Visconde de
Estremoz.

No dia 27 de Outubro de 1812, morreu em Lisboa Bernardo Ramires Esquível
deixando para trás uma longa vida toda ela dedicada à sua família e ao seu país.

Sabemos que apesar dos altos cargos de que estava investido, das inúmeras
comendas que lhe foram atribuídas, e da posse de várias propriedades em muitas zonas
do país, o Almirante tinha de recorrer a negócios. Um dos quais estava, pelos
documentos por nós observados, ligado à aquisição de madeiras – carvalho, castanheiro
e casquinha – em consideráveis quantidades, oriundas muitas delas do Ultramar, que
pensamos estarem interligados a fornecimentos de estaleiros navais.

Na correspondência trocada, sobre assuntos desta natureza, o Almirante
demonstrava ser um homem sagaz e exigente nos negócios, talvez pela necessidade de
sustentar uma família tão numerosa, e atender à situação aflitiva de seu filho Diogo. Na
perspectiva, que sempre teve em mente, de vir a pagar um resgate pela sua libertação do
cativeiro.

O grande privilégio de acesso à corte, pensamos nós que o deveu essencialmente
aos seus primos Lopes Bocarro e Oliveiras. Foi o Dr. Manuel Lopes de Oliveira, cuja
confiança e altos cargos mereciam da casa de Bragança uma excepcional consideração,
que proferiu o discurso de aclamação do rei D. João V. Na verdade, sente-se em muitos
documentos a presença constante dessas famílias junto à corte. Elas eram possuidoras
de muitos imóveis, comendas, morgados, vínculos. Um destes imóveis, uma quinta em
Palhavã, dada em dote à mulher de seu avô, Diogo Ramires Esquível.

Podemos, através de alguns curiosos episódios da vida do Almirante Bernardo
Ramires Esquível, ensaiar um juízo sobre a psicologia do próprio. Estes episódios foram
transmitidos verbalmente através de gerações e chegaram até nós através da compilação
de um documento elaborado pelos familiares.

Contava D. Mariana José Esquível, a última filha, que lhe sobreviveu e que
faleceu com 104 anos, ainda em perfeito estado mental, que um certo dia: perguntando
seus filhos e filhas a Bernardo Ramires Esquível, que numa ocasião se encontravam em
conversa com ele, porque é que o pessoal da armada fazia sempre as diligências para

servir os navios que ele comandava. Ao que ele teria respondido: “Ora! Porque será? –
Porque eu dou-lhes com o pau e o pão!”
40
.
Certo dia abateu o sobrado do andar do Palácio onde habitava Esquível, na rua
do Benformoso. Tendo nesse triste acidente morrido uma criada que se encontrava
noiva de um outro criado, que perante tal cenário, ficou desorientado, desolado, em
estado de grande desespero e com grandes lamentações. Ao ver esta cena, a sua pronta
resposta foi esta: “Para que serve todo esse alarido? F… está morta o que é preciso é ver
se aconteceu alguma coisa aos meninos…” 41, (que eram os seus filhos) e que estavam a
dormir no quarto onde o sobrado abateu e que foram cair sem que nada lhes
acontecesse, em cima da manjedoura dos animais destinados a puxar as carruagens.
Sempre que Esquível embarcava numa missão, não havia ninguém que o não
soubesse, até os vizinhos. Ele mandava levar antes de mais, para bordo dos navios, a sua
cadeira favorita, e o alarido era tanto que todos ouviam e viam a sua partida.
Uma vez andando de noite no navio, fazendo a sua habitual ronda, encontrou o
homem que estava responsável pelo leme, vencido pelo sono a dormir. Chamando-o à
atenção, com as suas habituais advertências, o marinheiro só soube lamentar-se com ar
culposo: “O sono! Ai o sono!” Paternalmente mandou-o substituir: “Vai lá dormir para
que quando para aqui venhas cumpras bem o teu serviço”
42
.
Era costume dele, quando por ocasião de um caso de menor honestidade
respeitante a dinheiros do qual tivesse conhecimento, pronunciar-se com a seguinte
exclamação: “Um tostão mal gasto faz perder todos os tostões!”
43
.
Através destes testemunhos, podemos tirar várias ilações sobre o perfil
psicológico de Esquível. Era um homem preocupado com os seus filhos; responsável e
severo no trabalho, mas ao mesmo tempo preocupado com o bem-estar dos seus
marinheiros.

40 Rosinho Morais Moniz da Maia, op. cit., p. 110.
41 Id., ibid., p. 110.
42 Id., ibid., p. 110.
43 Id., ibid., p. 110
______________


Termos Heráldicos


Brasão de Armas da Família Esquivel


Águia – Ave de rapina.
Aspa – peça formada pela banda e pela barra, sobrepostas. Tem a forma de X e está
firmada nos ângulos do escudo. Usa-se também solta, mas esta circunstância só é
mencionada quando não se encontra na bordadura.
Bordadura – peça colocada em volta do campo do escudo, limitada exteriormente
pelos bordos deste e cuja largura normal é a da sexta parte da do escudo.
Campo – fundo em que assentam as peças contidas no escudo. Se for liso, isto é, sem
peças sobre ele, diz-se pleno.
Contrachefe – pela posição oposta ao chefe se denomina contrachefe a parte inferior do
escudo, chamando-se-lhe também ponta do escudo. A peça, que tem de largura máxima
um terço da altura do escudo e se firma nos flancos e no bordo inferior, também se
designa contrachefe ou campanha. Pode ter menor largura, denominando-se campanha
diminuta ou contrachefe diminuto.
Cosido – termo empregado como subterfúgio quando uma peça de metal assenta sobre
metal ou de cor sobre cor, a fim de evitar que se dê infracção das regras heráldicas.
Direita – a parte direita do escudo, contrária à do observador.
Elmo – peça da armadura destinada a proteger a cabeça, usada na armaria tanto sobre o
escudo, a servir de ornato, como utilizada no campo, em função da peça móvel.

294 O significado dos termos heráldicos utilizados nesta dissertação foram retirados do livro de Manuel
Artur Norton, A heráldica em Portugal, Lisboa, Dislivro Historica, 2006. E os significados dos termos
náuticos foram retirados do livro de Humberto Leitão e J. Vicente Lopes, Dicionário da linguagem de
Marinha Antiga e Actual, Lisboa, centro de Estudos Históricos Ultramarinos, 1963.
156
Escudo – peça em que assentam todas as que formam quaisquer armas, sejam de
família, de corporação ou de domínio. A sua forma variou com o tempo e com as
regiões. Não evolucionou igualmente em todos os países.
Faixa – peça honrosa cuja largura é igual à de um terço da que tiver o campo e se
encontra posta horizontalmente, a meio do mesmo e firmada nos flancos. Quando de
menor dimensão ou desdobrada em número superior a quatro toma nomes diferentes.
Folhas – as folhas de árvores figuram-se normalmente em pala, com o pé para a ponta
do escudo, se tem os pés para o chefe, dizem-se invertidas. Podem ter as nervuras de
outra cor, e, nesse caso, dizem-se nervadas de tal cor.
Leão – representa-se normalmente rampante, isto é, firmado nas patas traseiras, tendo
as dianteiras levantadas na direcção do ângulo direito do chefe. Qualquer outra posição
deve ser indicada, pois são excepcionais.
Ouro – este metal representa-se no desenho por ponteado miúdo e na pintura, se não
houver tinta própria, pelo amarelo.
Pala – esta peça honrosa de primeira ordem põe-se no meio do escudo, em posição
vertical, equidistante dos flancos e mede de largura um terço da do campo. Se for
desdobrada em número inferior a cinco conserva o mesmo nome, mas daí para cima
chama-se vergueta.
Paquife – é a reprodução do tecido que alguns cavaleiros colocavam sobre os elmos,
para se protegerem do calor. São, normalmente representados com duas cores, uma é a
do metal principal do escudo e, a outra, a do esmalte principal.
Partido – diz-se partido o campo que uma recta saída do meio do chefe para o da ponta
divide em duas partes.
Picada – é a peça que apresenta pequenos pontos de uma segunda cor, sobre a sua
própria.
Pp 157
Ramo – representa-se em pala ou em aspa.
Timbre – é a parte das armas que se coloca sobre o virol do elmo ou em cima do
coronel, a qual, muitas vezes, é uma peça do escudo tomada no topo ou em parte.
Vieira – nome que na armaria se aplica à concha. Representa-se normalmente com a
charneira para o chefe e a parte convexa para fora.

CONCLUSÃO

Pp 140
A biografia empreendida corresponde a um longo período que vai de 1723 a
1812. Época em que Esquível se notabilizou nas artes da guerra do mar e nas grandiosas
obras marítimas.
Estudo que contribui para o conhecimento deste Almirante e do seu papel nas
transformações da Marinha do tempo.
Bernardo Ramires Esquível assentou Praça de Soldade no Regimento da Armada
Real no dia 27 de Julho de 1744, com vinte e um anos de idade. Foi então considerado
apto para o exercício desta carreira militar, tendo assim embarcado em vários navios,
para diversas partes do mundo, onde adquiriu a experiência necessária para ao longo da
sua vida redigir vários Tratados de Marinha. Sete anos após ter entrado na Marinha, em
1751, é nomeado a 31 de Março, com a patente de Alferes. No ano seguinte, a 15 de
Julho, vai obter nova designação, a de Capitão-Tenente. A sua ainda recente vida militar
começou assim a progredir de forma rápida e eficaz.
Do pouco que apuramos sobre Bernardo Ramires Esquível, foi nossa intenção
dar a conhecer este notável do século XVIII, através dos testemunhos identificados que
permitiram traçar o perfil psicológico de Esquível. Homem preocupado com os seus
filhos, responsável e severo no trabalho, mas ao mesmo tempo preocupado com o bemestar
dos seus marinheiros; vaidoso; materialista e supersticioso.
O trabalho está dividido em duas partes, a primeira incidindo sobre Esquível
enquanto Homem e Pai de Família; a segunda debruçando-se sobre Esquível enquanto
Homem do Mar, ao serviço da Monarquia Portuguesa. Talvez agora considerássemos
mais ajustado uma apresentação entre o Homem e o Homem “Escritor”.
A sua obra escrita revelou fundamentalmente o seu espírito prático, utilizando
uma linguagem simples e de fácil compreensão, muitas vezes repetitiva, destinada
principalmente aos marinheiros embarcados.
No entanto, dada a diversidade das matérias tratadas, que abrangem não só os
princípios básicos da navegação e da sua condução, como também a manobra do navio,
a sua mastreação e aparelho, além da táctica, o compêndio seria também útil aos oficiais
embarcados e aos mestres.
Depois de analisados os Regimentos de Sinais que realizou, concluímos que
estes revelam ser interessantes e educativos, representando à época um avanço
significativo nesta matéria.
Pp 141
Esquível era um indivíduo nascido no seio de uma família ilustre do século
XVIII, e terá tido uma educação nobre, e muito provavelmente frequentou o Colégio
Real dos Nobres de Lisboa, o que aliás corresponde ao nível intelectual dos nobres da
sua época. Aí terá adquirido uma notável qualidade de homem de letras, como tivemos
oportunidade de testemunhar no decorrer de dissertação. Essa qualidade de homem das
letras pode afirmar que provém de uma Família nobre da província da Cantábria, do
qual, sairam varões eminentes em Letras, Armas e Santidade.
Homem que alcançou a sua grandeza junto da Coroa Portuguesa, não pelo seu
estatuto de nobre ou pelo passado nobre de sua família, mas sim devido aos seus
méritos. Esquível sempre foi um homem humilde e nunca usou do seu estatuto para
alcançar grandeza e riqueza. Não sendo filho primogénito, tinha duas soluções: ou
enveredava pela carreira das armas e aí tentava alcançar prestígio, ou seguia a vida
eclesiástica. Apesar de bastante crente em Deus, a carreira militar foi o caminho por ele
escolhido.
Quando chega à Marinha, esta atravessava algumas dificuldades, seguidas de
profundas transformações que possibilitaram o desenvolvimento da mesma, a nível de
embarcações, arsenais, oficiais ou marinheiros. Bernardo Ramires Esquível vai ficar
ligado, de forma indirecta a esta evolução, devido aos seus inúmeros trabalhos para o
melhoramento da Marinha.
Lembremos, no entanto, a acção heróica do Almirante, nunca esmorecendo
perante as piores adversidades e lutando sempre, para que, as missões em que participa
tivessem um final vitorioso. Assim o sentíamos na forma responsável e orgulhosa como
ele abordava as missões ao serviço da Coroa Portuguesa, fossem estas de Guarda-Costa
ou de peleja, como a de 1784, no ataque realizado a Argel, em auxílio aos reis Católicos
ou na dedicação com que elaborava Planos, Regulamentos, Regimentos, Instruções,
etc., para que as missões tivessem um desfecho favorável.
Como podemos constatar, Bernardo Ramires Esquível teve uma vida muito
activa ao serviço da Coroa Portuguesa. Começou como simples marinheiro, tal como
todos os que enveredaram pela carreira nessa altura. Com o passar dos anos ascendeu ao
mais alto posto da hierarquia. No cargo de Comandante da Marinha, mais terá pesado a
bravura, honra, fidelidade, coragem e dedicação que sempre demonstrou no exercício
das suas funções, que o seu estatuto nobre. Um estratega de excelência, um patriota e
acima de tudo um fiel servidor da monarquia portuguesa. Assim se resume a vida e obra
de Esquível.
142
Esperamos que esta biografia permita dar a conhecer Bernardo Ramires
Esquível, Almirante dos Séculos XVIII/XIX, e assim contribuir para o estudo da
Marinha Portuguesa.
Tal foi possível graças ao vasto espólio de Bernardo Ramires Esquível, repleto
de obras por ele realizadas. Acervo do qual apenas significa uma curta expressão, na
certeza de que queremos continuar o trabalho iniciado.

___________

O seu mérito militar vai ser reconhecido durante o reinado de três monarcas diferentes,
D. João V, D. José e D. Maria I26. Das mercês que lhe foram atribuídas destacam-se: a
de Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo; a Concessão da Comenda da Ordem da
Pedisqueira; o Título de Barão de Arruda, o Título de Visconde de Estremoz; a Comenda
da Casa da Índia e a Gran Cruz da Ordem de Santiago da Espada27 . Esquível, tal como
seu avô e seu pai, ostentará o título de Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo.

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CRONOLOGIA

Ano     Acontecimentos
1723  29 de Julho – Nascimento de Bernardo Ramires Esquível em local por nós desconhecido.
1726  Fica órfão de mãe dos 3 para os 4 anos de idade.
1737  Perde o seu pai e vai viver com os seus tios.
1744  27 de Julho – Assentou praça de soldado no Regimento da Armada Real.
1751  31 de Março – Foi nomeado Alferes no Regimento da Armada Real.
1752  15 de Julho – Foi nomeado Capitão-Tenente.
 15 de Julho - Elabora Princípios e Máximas Para a instrução dos que entram no serviço
militar advertindo que só falo para as pessoas de qualidade de como são os grandes, os
Fidalgos e ainda os Nobres por sua ascendência.
 20 de Julho – Por Despacho de Sua Majestade de 17 do corrente ano, saíram providos nos
postos de Capitães Tenentes de mar, e guerra, Pedro de Saldanha de Albuquerque, que era
Capitão de Infantaria do Regimento de guarnição da Praça de S. Sebastião do Rio de
Janeiro: Luis Pereyra da Silva e Saldanha, que era Tenente do Regimento da Armada.
Bernardo Ramires Esquível, que era Tenente do mesmo Regimento. Francisco Ramires
Esquível seu irmão, que era Ajudante no mesmo Regimento. Ventura Coelho, que era
Tenente no segundo Regimento da Marinha, que foi da Junta do Comercio. Miguel
Morando, que era Alferes no mesmo Regimento; e dois filhos do Coronel Weinholtz,
ambos Ajudantes no da Artilharia.
1755  12 de Setembro – Embarcou na Nau Natividade em direcção ao Brasil, sob o comando do
Capitão-de-Mar-e-Guerra Francisco Miguel Ayres.
1757  27 de Janeiro – Embarcou na Fragata Arrábida a sob o comando do Capitão-de-Mar-e-Guerra
Francisco Miguel Ayres.
 24 de Fevereiro – Regressou a Lisboa vindo de uma missão por nós desconhecida.
1759  12 de Maio – Embarcou na Fragata Estrela sob o comando do Capitão-Tenente João da
Costa de Atayde.
 Julho – Regressou a Lisboa vindo de uma missão por nós desconhecida, ficando
embarcado na guarnição da Fragata Estrela sem poder ir a terra.
 02 de Agosto – Desembarcou para terra por se encontrar doente, deixando assim a
guarnição da Fragata Estrela.
1760  04 de Abril – Embarcou na Nau Nossa Senhora da Conceição e S. José sob o comando do
Capitão-de-Mar-e-Guerra António Borges.
 28 de Agosto – Embarcou na Nau Nossa Senhora da Ajuda e S. Pedro de Alcântara numa
missão ao Rio de Janeiro sob o comando do Capitão-de-Mar-e-Guerra António Borges.
 Elaborou o Diário da Viagem que fez a Nao N. Srª da Ajuda, e S. Prº de Alcantara
comboyo da Frota do Ryo de Janeiro.
1762  24 de Janeiro – Foi nomeado Capitão-de-Mar-e-Guerra.
144
 Julho – Foi nomeado Comandante da Fragata Nossa Senhora da Penha de França.
 Julho – Largou do porto de Lisboa para proteger a costa na Esquadra do Coronel-do-Mar
António de Brito Freire.
 11 de Novembro – Protegeu a costa em corso contra os franceses sob o comando do
Coronel-do-Mar João da Costa de Brito.
 30 de Dezembro – Passou mostra de desarmamento à Fragata Nossa Senhora da Penha de
França.
1763  16 de Maio – Foi nomeado comandante da Fragata Nossa Senhora da Arrábida.
 16 de Junho – Passou mostra de armamento à Fragata Nossa Senhora da Arrábida.
 9 de Julho – Largou de Lisboa para proteger a costa a mando do Capitão-de-Mar-e-Guerra
José Sanches de Brito.
 11 de Agosto – Chegou a Lisboa e deu fundo defronte do Forte da Junqueira.
 2 de Setembro – Passou mostra de desarmamento à guarnição e tripulação da Fragata
Nossa Senhora da Arrábida. Nesse mesmo dia foi nomeado Comandante da Fragata
Nossa Senhora da Estrela.
1764  18 de Janeiro – Passou mostra de armamento à Fragata Nossa Senhora da Estrela, tendo a
bordo 231 homens.
 29 de Janeiro – Largou na Fragata Nossa Senhora da Estrela para conduzir o Governador
de Cabo Verde à ilha de Cabo Verde.
 11 de Abril – Chegada da Fragata Nossa Senhora da Estrela a Cabo Verde.
 28 de Abril – Regressou a Lisboa após ter levado o Governador de Cabo Verde a Cabo
Verde.
 29 de Abril – Passou mostra de desarmamento à Fragata Nossa Senhora da Estrela.
 11 de Junho – Foi nomeado para embarcar e Comandar pela segunda vez a Fragata Nossa
Senhora da Penha de França.
 Agosto – Largou do Tejo para fazer guarda-costa na armada do Senhor D. João.
 9 de Agosto – A Esquadra recolheu ao Tejo após ter feito guarda-costa do Senhor D.
João..
 26 de Outubro – Foi nomeado Comandante da Nau Nossa Senhora da Natividade. Nesse
mesmo dia passou mostra de armamento à Nau Nossa Senhora da Natividade, tendo 388
homens.
 3 de Novembro – Participou na missão a Mazagão.
 26 de Novembro – Regressou a Lisboa após a missão a Mazagão.
 27 de Novembro – Passou mostra de desarmamento à Nau Nossa Senhora da Natividade,
tendo de guarnição 376 homens.
 13 de Dezembro – Foi nomeado Comandante da Nau S. José e Nossa Senhora da
Conceição.
1765  Escreveu uma Memoria Das Esmolas Que Bernardo Ramires Esquivel Cap. De Mar e
Guerra da Armada Real Tem feito livremente tirar á Equipagem das Naus que debato do
145
seu comando tem paçado ao Mar do Sul.
 28 de Fevereiro – Passou mostra de armamento à Nau S. José e Nossa Senhora da
Conceição, tendo a bordo 439 homens.
 28 de Fevereiro – Partiu rumo ao Rio de Janeiro com 246 homens.
 25 de Março – Ao comando da Nau S. José e Nossa Senhora da Conceição largou a frota
do Rio de Janeiro de trinta navios (quatro deles pertencentes à Coroa).
1766  25 de Fevereiro – Chegou a Portugal vindo do Rio de Janeiro.
 27 de Fevereiro – Passou mostra de desarmamento à Nau S. José e Nossa Senhora da
Conceição, tendo a bordo 445 homens.
1767  Elabora o documento Do Concerto Real dos Navios.
1768  23 de Março – Foi nomeado Comandante da Nau Nossa Senhora de Belém e S. José.
 30 de Abril – Passou mostra de armamento à Nau Nossa Senhora de Belém e S. José,
tendo a bordo 418 homens.
 14 de Maio – Saiu da barra do Tejo e deu comboio à Nau Nossa Senhora da Ajuda e S.
Pedro de Alcântara, que ia para o Estado da Índia, à charrua Nossa Senhora das Mercês,
para Angola, e a outros navios, para diversos portos do Brasil e África.
 28 de Maio – Saiu a juntar-se à Nau Nossa Senhora da Graça para cruzarem o Algarve
durante 15 dias.
 27 de Julho – Entrou na barra do Tejo por volta das 10 horas para as 11 horas com a Nau
Nossa Senhora de Belém e atraca na Junqueira.
 6 de Agosto – Largou da barra do Tejo para cruzar do Estreito e guarda-costa até ao cabo
Mondego.
 17 de Outubro – Regressou a Lisboa após a missão do Estreito.
 2 de Novembro – Saiu da barra do Tejo para andar de guarda-costa durante quinze dias.
 30 de Novembro – Regressou a Lisboa após ter protegido a costa portuguesa.
 6 de Dezembro – Voltou a sair para andar de guarda-costa durante quinze dias.
1769  8 de Janeiro – Regressou a Lisboa.
 Fevereiro – Elaborou o Regimento de Sinais da Esquadra de Bernardo Ramires Esquível.
 1 de Fevereiro – Partiu para o norte de África para participar na evacuação de Mazagão.
 11 de Março – Deu-se o embarque das pessoas portuguesas que se encontravam em
Mazagão.
 27 de Março – Entrou na barra do Tejo após a missão de Mazagão.
 30 de Março – Passou mostra de desarmamento à Nau Nossa Senhora de Belém e S. José.
1770  5 de Julho – Foi nomeado novamente Comandante da Nau Nossa Senhora de Belém e S.
José.
 14 de Agosto – Passou mostra de armamento à Nau Nossa Senhora de Belém e S. José,
tendo de guarnição 410 homens.
 16 de Agosto – Embarcou para o Rio de Janeiro.
 15 de Dezembro – Recebe três cofres de diamantes na cidade de S. Sebastião do Rio de
146
Janeiro destinados à Corte de Lisboa (Marquês de Pombal).
1771  4 de Fevereiro – Saiu da Baía em direcção a Portugal.
 21 de Abril – Chegou a Lisboa.
 23 de Abril – Passou mostra de desarmamento à Nau Nossa Senhora de Belém e S. José,
tendo a bordo 330 homens.
1774  Junho – Comandou uma expedição de quatro navios, com 640 praças de Infantaria da
Marinha e de Artilharia da Corte, conjuntamente com as esquadras de Espanha, Nápoles e
Ordem de Malta para destruírem Trípoli.
1775  11 de Setembro – Foi nomeado para embarcar e Comandar a Fragata Princesa do Brasil, A
Torta.
 4 de Outubro – Bernardo Ramires Esquível com 52 anos de idade casa com uma sua
parente próxima, que tinha 15 anos, D. Antónia Teresa de Azevedo Abraldes de
Mendonça.
1776  Nascimento do seu 1º filho – Diogo – terá morrido na infância de hidropisia. Deste filho –
Diogo – não existem registos da sua existência, no entanto num livro de família ele é
mencionado.
 8 de Agosto – Entregou o Comando da Fragata Princesa do Brasil, A Torta.
 12 de Agosto – Passa mostra de armamento, tendo uma guarnição de 287 homens.
1777  28 de Agosto – Foi nomeado para embarcar e Comandar a Fragata Nossa Senhora da
Graça.
 4 de Setembro – Passou mostra de armamento à Fragata Nossa Senhora da Graça, tendo a
bordo 303 homens.
 5 de Setembro – Largou da barra do Tejo para fazer de guarda-costa e dar comboio aos
seis navios mercantes para diversos portos do Brasil.
 21 de Outubro – Regressou a Lisboa.
 22 de Outubro – Passou mostra de desarmamento à Fragata Nossa Senhora da Graça,
tendo de guarnição 304 homens.
1779  Nascimento do seu 2º filho – Manuel – terá morrido na infância de hidropisia.
Deste filho – Manuel – não existem registos da sua existência, no entanto num livro de família
ele é mencionado.
1780  16 de Fevereiro – Foi nomeado Comandante da Nau Nossa Senhora do Bom Sucesso.
 15 de Março – Passou mostra de armamento à Nau Nossa Senhora do Bom Sucesso, tendo
uma guarnição de 493 homens.
 16 de Março – Rumou para o Faial a fim de receber a carga do galeão espanhol Bom
Concelho, avaliada em milhões de cruzados.
 2 de Maio – Nascimento do seu 3º filho: António Ramires Esquível. Caso os filhos
anteriores tenham de facto existido, este António Ramires Esquível foi o 3º filho de
Bernardo Ramires Esquível, caso a existência deles seja mera invenção da família, este foi
o seu 1º filho.
147
 17 de Maio – Entrou na barra do Tejo.
 19 de Maio – Recebeu ordens para arriar vergas e mastros, desenvergar pano e ter pronta a
guarnição para lhe ser passada mostra de desarmamento nesse mesmo dia.
 15 de Setembro – Foi nomeado Coronel-do-Mar.
 26 de Outubro – O Coronel do Mar Bernardo Esquível ao comando da Nau Nossa Senhora
do Pilar, participa na força naval que se aparelhou no Tejo para auxiliar a Inglaterra, sob o
comando do Coronel do Mar José Sanches de Brito.
 4 de Novembro – Sua Majestade manda pôr prontas várias naus juntamente com os
comandantes e oficiais que vão guarnecer. Entre estes encontra-se Bernardo Ramires
Esquível que comandava a Nau Nossa Senhora do Pilar.
1781  Elaborou o Diário da Esquadra de Guarda-Costa do Coronel do Mar Bernardo Ramires
Esquível.
 Elabora uma Demonstraçaõ Nautica.
 26 de Maio - Foi nomeado Comandante da Nau Nossa Senhora do Bom Sucesso.
 22 de Junho – Nascimento do seu 4º filho: D. Maria Teresa Esquível.
 7 de Julho – Passou mostra de armamento à Nau Nossa Senhora do Bom Sucesso, tendo a
bordo 703 homens.
 11 de Julho – Largou da barra do Tejo para percorrer a costa.
 15 de Agosto – Regressou a Lisboa e fundeou defronte da Junqueira, pelo meio-dia.
 18 de Setembro – Passou mostra de desarmamento à Nau Nossa Senhora do Bom Sucesso,
tendo a bordo 693 homens.
1782  3 de Dezembro – Nascimento do seu 5º filho: Diogo Ramires Esquível.
1784  Elaborou um Regimento de Sinais.
 19 de Março – Nascimento do seu 6º filho: Manuel Ramires Esquível.
 28 de Março – Baptizado do seu filho Manuel Ramires Esquível.
 23 de Maio – Foi nomeado Comandante da Nau Santo António e S. José.
 13 de Junho – Passou mostra de armamento à Nau Santo António e S. José, tendo a bordo
421 homens.
 19 de Junho – Participou no ataque aliado com a Espanha à cidade de Argel.
 28 de Setembro – Foi nomeado Marechal-de-Campo.
 23 de Outubro – Sua Majestade fez-lhe a mercê da comenda da pensão de 200 000 reis na
Casa da Índia.
1785  15 de Fevereiro – Escritos do Almirante Bernardo Ramires Esquível.
 12 de Novembro – Nascimento do seu 7º filho: D. Isabel Bernarda Esquível.
 15 de Novembro – Elaborou um Plano de Protecção para a Marinha, em consequência da
expedição a Argel.
1787  20 de Janeiro – Recebeu una comenda de pensão de 200$000 rs na Casa da Índia.
 23 de Agosto – Recebeu uma mercê para que tenha e haja os 200$000 rs na Tesouraria da
Casa da Índia.
148
1788  10 de Abril – Nascimento do seu 8º filho: D. Mariana José Esquível.
 26 de Junho – Expõe ao ministro da Marinha e Ultramar, Martinho de Melo e Castro,
sobre as obras do Arsenal da Marinha após o terramoto.
 27 de Julho – Foi nomeado Comandante-chefe da Nau Nossa Senhora dos Prazeres.
 27 de Julho – Elaborou as Observaçoens Do Armamento da Esquadra Que Sua Magestade
Mandou fazer em 27 de Julho de 1788 Commandada pelo Marechal de Campo do
Exercito Com Exerçiccio na Marinha Bernardo Ramires Esquível.
 6 de Agosto – Passou mostra de armamento à Nau Nossa Senhora dos Prazeres, tendo de
guarnição 557 homens.
 11 de Agosto – Rendeu a Esquadra do Estreito Comandada pelo Coronel-do-Mar José
Sanches de Brito.
 14 de Agosto – Chegou ao Estreito de Gibraltar.
 18 de Agosto – Ordenou ao Capitão-de-Mar-e-Guerra Pedro de Mariz de Sousa Sarmento
para sair a cruzar com a Tristão, Galgo, União e Coroa, dentro do Estreito de Gibraltar,
entre Ceuta-ponta da Europa e Espartel-Trafalgar.
 20 de Agosto – Mandou sair a cruzar no Estreito o Capitão-de-Mar-e-Guerra José Caetano
Lima com os navios, Golfinho, Galgo e União.
 22 de Agosto – Comunicou que deixaria uma divisão a patrulhar o Estreito e sairia com
outra para o Mediterrâneo a procurar os argelinos que haviam aparecido em Cabo da Gata.
 28 de Agosto – Regressou ao Estreito de Gibraltar.
 19 de Novembro – Largou para Lisboa.
1789  1 de Julho – Escreve uma carta ao Ministro da Marinha, Martinho de Melo e Castro.
 1 de Julho – Vivia na Casa da Rua Direita dos Anjos, em Lisboa.
 16 de Dezembro – Foi nomeado Tenente-General, também com exercício na Marinha,.
1790  Elaborou um Regulamento que as tropas de infantaria e artilharia devem ter a bordo dos
navios.
 Elaborou um Regimento de Sinais para os navios de guerra.
 Elaborou uma Isntrução Para o Exercicio d’Artelharia A bordo Dos Navios de Sua
Magestade Que Armarem as Ordens do Tenente General Bernardo Ramires Esquivel.
 29 de Janeiro – Nascimento do seu 9º filho: D. Joaquina Maurícia Esquível.
 1 de Fevereiro – Foi nomeado Tenente-General.
 18 de Março – Foi nomeado Comandante-chefe na Nau Coração de Jesus, Maria I.
 8 de Maio – Passou mostra de armamento, à Nau Nossa Senhora dos Prazeres tendo de
guarnição 639 homens.
 11 de Maio – A Esquadra largou amarrações e foi dar fundo defronte do cais de Belém.
 12 de Maio – Suas Majestades e Altezas foram para o mar a bordo da Nau Nossa Senhora
dos Prazeres, tendo a Esquadra embandeirado e salvado com a sua artilharia.
 15 de Maio – Largou para andar de guarda-costa e seguir depois para o Estreito de
Gibraltar.
149
 18 de Maio – A esquadra entrou em Gibraltar.
 6 de Julho – Lançou-se num corso no Mediterrâneo que durou quinze dias.
 20 de Julho – Regressou a Gibraltar.
 A4 de Setembro – Foi rendido no Comando da Esquadra por José de Melo Breyner.
 10 de Setembro – Regressa a Lisboa.
 18 de Setembro – Chega a Lisboa.
1791  5 de Maio – Foi nomeado Comandante da Fragata Golfinho e Nossa Senhora do
Livramento.
 6 de Agosto – Passou mostra de armamento, à Fragata Golfinho e Nossa Senhora do
Livramento, tendo de guarnição 289 homens.
 12 de Agosto – Largou para o estreito onde iria assumir o comando.
 18 de Agosto – Entrou em no porto de Tânger para entregar numerários aos cônsules
Pontes e Colaço.
 21 de Agosto – Entrou em Gibraltar onde assumiu o comando da Esquadra do Estreito e
passa para a Nau Medusa.
 16 de Setembro – Lançou-se a corso no Mediterrâneo com dois bergantins Falcão e
Voador.
 2 de Outubro – Regressou a Gibraltar.
1792  1 de Fevereiro – Entregou o comando da Esquadra ao Chefe da Esquadra Pedro de
Mendonça de Moura.
 9 de Fevereiro – Exposição apresentada ao Almirante, Ministro da Marinha, Martinho de
Melo e Castro, pelo então Marechal-de-Campo Bernardo Ramires Esquível.
 31 de Dezembro – Nascimento do seu 10º filho: Bernardo Ramires Esquível.
1793  Nascimento do seu 11º filho: Francisco Ramires Esquível.
 19 de Março – O Príncipe Nosso Senhor foi servido admitir, sábado passado [16], à honra
de lhe beijar a mão todos os Oficiais, que se acham nomeados para guarnecer a Esquadra
que actualmente se prepara porto, os quais foram conduzidos à presença do mesmo, pelo
Tenente General Bernardo Ramires Esquível, nomeado para Comandante em chefe da dita
Esquadra.
 21 de Março – Foi nomeado comandante-chefe da Nau Nossa Senhora da Conceição
assumindo assim o comando da Esquadra de exercícios e de Guarda-Costa.
 23 de Maio – Largou para o mar a mando do Tenente-General Bernardo Ramires
Esquível, a Esquadra de Exercícios.
 25 de Junho – Foi demitido do comando da Esquadra.
 5 de Julho – Foi nomeado Comandante da Nau Nossa Senhora da Conceição na qual foi
auxiliar as forças navais inglesas do Canal.
 3 de Outubro – Regressou da missão de auxílio à Esquadra inglesa.
 25 de Dezembro – Sai do porto a Esquadra de Sua Majestade, composta das naus Príncipe
Real, comandada pelo Tenente General Bernardo Ramires Esquível: Maria I., Comandante
150
o Chefe de Divisão Joaquim José dos Santos Cassão: Vasco da Gama, Comandante o
Chefe de Divisão, Francisco de Paula Leite: Princesa da Beira, Comandante o Capitão-deMar-e-Guerra
Diogo José de Paiva: e da Fragata Ulisses, Comandante o Capitão-de-Mare-Guerra,
João Gomes da Silva Telles. Esta Esquadra leva em sua conserva 23 navios
mercantes para os portos da América.
1794  11 de Setembro – Nascimento do seu 12º filho: D. Antónia Teresa Esquível.
1795  29 de Abril – Foi nomeado Conselheiro do Almirantado (primeiro Presidente do
Conselho).
 22 de Junho – Teve a sua primeira sessão o Conselho do Almirantado com assistência do
seu Presidente o Excelentíssimo Conde de S. Vicente, e dos Conselheiros os Tenentes
Generais Bernardo Ramires Esquível, e José Sanches de Brito, e dos Chefes de Esquadra
António Januário do Valle, e Pedro de Mendonça e Moura.
 Recebe o Alvará da Rainha D. Maria I elevando o Conselho do Almirantado à dignidade
de Tribunal Régio.
 25 de Dezembro – Comandou a Frota que se dirigia ao Brasil.
1796  Bernardo Ramires Esquível escreve sobre a Nau Nossa Senhora da Conceição.
 9 de Fevereiro – A frota chegou à Baía.
 01 de Março – Regressou a Lisboa comboiando a frota da Baía.
 25 de Julho – Entrou no Tejo a frota da Baía, de vinte e três navios e sete naus da Índia
(quatro da Fazenda Real e três de particulares), sob a protecção do tenente-general
Bernardo Ramires Esquível.
 9 de Dezembro – Nascimento do seu 13º filho: D. Clara Antónia Esquível.
1797  Elabora um Exame dos Praticos da Barra, Instrutivo para os que Mandaõ Navios.
 09 de Janeiro – Esquível foi exonerado do comando do Estreito sendo substituído pelo
Marquês de Nisa.
 22 de Fevereiro – Foi suprimida a denominação de Tenente-General com exercício na
Marinha, e produzida pela de Vice-Almirante.
 2 de Maio – Dá o seu parecer sobre a reorganização do pessoal da Marinha de Guerra.
 15 de Junho – Foi nomeado Almirante-Graduado.
1798  26 de Setembro – Dá o seu parecer sobre o risco de uma nau de 114 peças.
1801  Foi Administrador dos Correios de Portugal.
 12 de Julho – Foi nomeado Vice-Presidente do Conselho do Almirantado.
 31 de Julho – Foi nomeado Almirante-Efectivo.
 17 de Dezembro – Passou a ter o título de 1º Barão de Arruda.
1802  22 de Junho – Recebe uma carta de seu filho Diogo Ramires Esquível que se encontra
cativo em Argel.
 8 de Outubro – Recebe uma carta de seu filho Diogo Ramires Esquível que se encontra
cativo em Argel.
 8 de Novembro – Recebe uma carta de seu filho Diogo Ramires Esquível que se encontra
151
cativo em Argel.
1804  13 de Outubro – Ouve a exposição do Conselho do Almirantado relativa a renumeração do
tribunal do Conselho do Almirantado.
1807  15 de Abril – Ouve a exposição de Lourenço Germak Porsallo relativa a dívidas diversas.
1809  12 de Janeiro – Recebe uma carta do Infante Almirante General onde é nomeado o Barrão
da Arruda seu lugar-tenente do Reino de Portugal com funções de Chefe Supremo da
Marinha (Comandante da Marinha).
 18 de Março – Ouve a exposição de Pedro de Mendonça de Moura sobre uma Esquadra
destinada ao Brasil.
 5 de Junho – Despacho do Almirante Bernardo Ramires Esquível.
 17 de Junho – Recebe uma carta do Capitão tenente António Pio.
 31 de Julho – Recebe um mapa do estado actual da guarnição da Nau Rainha de Portugal.
 28 de Agosto – Requerimento de José Maria Dantas Pereira levando ao conhecimento do
Barão de Arruda, dívidas aos cofres da Companhia dos Guardas-Marinhas.
 18 de Outubro – Recebe uma carta do Infante Almirante General.
 12 de Novembro – Despacho do Almirante Bernardo Ramires Esquível para o Almirante
Berkeley.
1810  25 de Janeiro – Escreveu uma carta a seu filho Diogo Ramires Esquível que se encontrava
cativo em Argel.
 14 de Março – Despacho do Barão de Arruda em resposta a outro de D. Miguel Pereira
Forjaz.
 27 de Abril – Recebe um documento do Primeiro-tenente Martinho José de Perné, onde
este comunica que se encontra pronto a continuar a servir no posto de Sargento-Mór de
Infantaria.
 24 de Maio – Foi dispensado do Comando de Marinha.
 1 de Agosto – Carta de Bernardo Ramires Esquível fazendo a entrega ao Almirante
Berkeley da Jurisdição da Marinha na Metrópole.
 22 de Agosto – Carta de Bernardo Ramires Esquível ao Infante D. Pedro Carlos
 22 de Agosto – Resposta do Almirante Bernardo Ramires Esquível ao Infante AlmiranteGeneral,
com respeito à ordem que dele recebera para entregar a Jurisdição Militar da
Marinha do Reino ao Almirante inglês Berkeley.
 12 de Outubro – Passou a ter o título de 1º Visconde de Estremoz.
1812  27 de Outubro – Morreu na cidade de Lisboa Bernardo Ramires Esquível.

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PROPRIEDADES

Castillo Skibel no País Basco (antes de 1492)


Quadro 36 – Propriedades mais importantes que foram pertença da família, conhecidas através de
escrituras de partilhas e de dotes que foi possível identificar
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Herdades  Herdades em Vila Viçosa (diz-se herdades e fazendas)
 Herdade do Zigre – em Portalegre (foi ocupada quando das invasões
francesas pelas tropas portuguesas e aliadas)
 Herdade dos Machados – Freguesia de Stª Vitória do Ameixial – Estremoz
 Herdade dos Machadinhos – Estremoz
 Herdade da Gaiola – Freguesia de S. Bento do Ameixial – Estremoz
 Herdade da Folegada – Estremoz
 Herdade da ? – em Castro Verde – Alentejo
 Herdade da Gávia – no termo da cidade de Beja
 Herdade da Pasmaria – também no termo da cidade de Beja
Quintas  Quinta de Campolide – com Solar – em Lisboa
 Quinta de Palhavã – com Solar – em Lisboa
 Quinta da Barroca – com Solar – em Agualva no termo de Cascais (Cacém)
 Quinta na Carvoeira – com Solar – Freguesia Nossa Senhora da Luz –
Torres Vedras – Morgado Carmões
 Quinta da Niqueira – com Solar – Aldeagalega – Merceana – Alenquer
 Quinta na Carvoeira – com Solar – a 8 quilómetros de Mafra na estrada
entre a Ericeira e Sintra
 Quinta de Alvados – com Solar – Porto de Mós – Serra d’ Aire
 Quinta do Esteio Furado – com Solar – Termo da Vila da Moita – (ainda
existe com o mesmo nome)
 Quinta do Escoto – com Solar – em Meleças – Sintra – (incluiu o Pinhal do
Mosqueiro)
 Quinta no Sobral – com Solar – com capela Instituída
 Quinta do Murtal – com Solar – em Sintra
 Quinta de Vale Flor – com Solar – Freguesia de Almoster – Santarém
 Quinta do Valverde – com Solar – em Azambuja – pertenceu antes ao
Marquês de Pombeiro, incluía várias propriedades
 Quinta de Vale Figueira – com Solar – em Igreja-a-Nova – Mafra
 Quinta do Laranjal – com Solar – a Palhavã – Lisboa

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Certamente muitas das propriedades não se encontram aqui mencionadas, pois deparamo-nos com cartas de partilhas que são completamente indecifráveis devido à caligrafia então usada. Além do que foi agora referido, foram também atribuídas importantíssimas Tenças. Também existiam as pensões relativas às Comendas, Morgados, Mercês, Almoxarifados e Vínculos onde existiam igrejas instituídas das quais se recebia a dízima.
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 Quinta da Mina – com Solar – também na Palhavã
 Quinta do Vale do Mourão – com Solar – Rio de Mouro – Sintra
Casais  Casal do Alforge Mel – Freguesia de Almoster – Santarém
 Casal da Charneca – Cartaxo
 Casal das Antas – Freguesia de Nossa Senhora da Salvação – Arruda dos
Vinhos
 Casal do Zambujal – Rio de Mouro – Sintra
 Casal da Cortegaça – Monte Lavar – Sintra
 Casal de Valle de Mós – Freguesia de S. Fagundo no Sul de Abrantes
 Casal das Fontainhas – Santarém
 Casais da Casa Nova e das Neves – Lugar do Trancoso de cima – S. João
dos Montes – Alhandra
Terrenos Rurais  Em Barcarena – onde depois foi construída a fábrica da pólvora
 Courelas, cerrados, casais e quinta – em Azambuja
 Terreno com casas – Curral – palheiros – adega – terras de semeadura com
Oliveiras – horta com água nativa e eira – em Santarém
 No Vale de Barreira – Santarém
 2 terrenos no Vale do Gayo – Santarém
 Nos Carris – Santarém
 No Aunhal – Santarém
 Domínio directo arrendado ao Visconde de Andaluz com moinho de água
com duas pedras denominado Motos sito na Ribeira de Pernes – Santarém
 Terreno no sítio da Quinta do Monte – Santarém
 Terrenos junto ao Casal do Marquês de Castelo-Melhor em Santarém
 Terrenos no sítio do Vinal – Santarém
 Terrenos no sítio da Borça – Santarém
 Terreno que consta de casa vinha no mesmo lugar – Santarém
Propriedades
Urbanas (Lisboa)
 Palácio do Benformoso
 Conjunto de casas Nobres no Campo de Sant’Ana (hoje Campo dos
Mártires da Pátria)
 Casa grande com cinco janelas de sacada e uma de peito para o Campo de
Sant’Ana e três de sacada para o largo de Santo António dos Capuchos com
três andares e onze divisões em cada andar
 Casa Nobre na Rua dos Bacalhoeiros
 Casas diversas no Poço do Borratem
 Casas diversas na Rua da Bempostinha
 Casas diversas na Rua dos Anjos
 Casas diversas na Rua do Benformoso
 Casa na Rua do Sol ao Campo de Sant’Ana
154
 Prédio no Largo do Mastro (curiosamente o inquilino era o Sr. Laranjeira
(1872) avô daquele a quem foi vendido o prédio há relativamente poucos
anos e que ocuparam sempre a loja)
 2 casas na Rua do Passadiço
 Domínio directo na Rua da Esperança
 Casa da Rua do Cardal
 Casa na Rua da Caridade
 Casas diversas no Largo de S. Roque onde havia igreja instituída
 Casa nas Portas de Santo Antão

Fonte: Rosinho Morais Moniz da Maia, Ramires Esquível II Séculos de Mar e Cinco Gerações de
Marinheiros.



domingo, 25 de setembro de 2016

CANDIDATA A VEREADORA EM 2016 - SANTOS / SP - PEN 51015

Cynthia Esquivel
CANDIDATA A VEREADORA - SANTOS SP
PEN 51015

STF SUPERIOR TRIBUNAL FEDERAL DO BRASIL: Pela declaração de INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI FEDERAL 11794/2008 QUE REGULAMENTA A VIVISECÇÃO EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL e pela SUA EXTINÇÃO
Cynthia Esquivel Santos SP, Brasil


A vitoria pontual de Ativistas sobre o Instituto Royal em São Paulo, em outubro deste ano de 2013, despertou a populacao para a causa animal e embora seja motivo de grande regozijo por todos os defensores do direito à dignidade da vida em qualquer uma de suas manifestações, aponta uma luta interminável de instituto a instituto em todo Brasil com grande desgaste de forças para toda a população, sem impedir que novos institutos além da TECOM, CRISTÁLIA, FIOCRUZ E BIOAGRI venham a existir.

A luta empreendida ao cerne do problema e direcionada ao Legislativo (STF) apoiada pelas Organizações Civis, com a participação da população em geral, pode encabeçar uma AÇÃO CIVIL PÚBLICA ESPECIAL pela INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI FEDERAL 11794/2008, que REGULAMENTA A VIVISECÇÃO EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL, e instrui sua aplicação no CAPÍTULO VI, ARTIGO 225 da CONSTITUIÇÃO FEDERAL (AGORA PRESTES A SER IMPLEMENTADA EM SUA INCONSTUTUCIONALIDADSE PELA PL 6602).

Entretanto, no PARÁGRAFO 1o., ITEM VII, no mesmo Capítulo e mesmo Artigo, essa Lei 11794/2008, inconstitucionalissimamente contrapõe-se a ele, ferindo a dignidade de toda a nossa Nação.

Faz-se assim, desta forma, uma luta abrangente com precisão cirúrgica, extirpando todo mal dirigido à vida animal, vencendo a esquizofrenia das nossas instituições legais.

CYNTHIA ESQUIVEL
HabitatBrasil.Org - Agência Metropolitana de Assentamentos Urbanos AutoSustentáveis do Est SP
CNPJ 10.560.876.0001-46
Presidente Executivo
habitat.brasil2008@gmail.com
https://www.youtube.com/watch?v=0MpCQmCWwS0
Este abaixo-assinado foi entregue para:
Presidente do Supremo Tribunal Federal
Ministro Joaquim Barbosa
Ministro do Supremo Tribunal Federal
Ministro Marco Aurélio

Sônia T. Felipe, é uma das grandes pensadoras sobre Ética Animal na atualidade, Sônia é autora da obra "Galactolatria: Mau Deleite - Implicações éticas, ambi...
youtube.com

sábado, 17 de setembro de 2016

CANDIDATURA PELOS ANIMAIS

2MIL VOTOS PARA SER ELEITA
PEN 51015
ESCOLHI SER UMA ATIVISTA PELOS DIREITOS DOS ANIMAIS E DEFENDÊ-LOS DA CRUELDADE HUMANA.
O DESÂNIMO MUITAS VEZES ME ABATE MAS NÃO ME FAZ DESISTIR. AS AÇÕES DE CRUELDADE E A INDIFERENÇA DA MAIORIA DIANTE DO HOLOCAUSTO ANIMAL É O QUE ME MOVE NESSA LUTA QUE LEVAREI ATÉ O FIM, AINDA QUE NÃO VEJA OS RESULTADOS.
O LEGADO DA LIBERTAÇÃO ANIMAL QUE A CADA DIA AGREGA MAIS VOLUNTÁRIOS, FICARÁ E HAVERÁ DE ACONTECER.
Projeto JAGUARA
Projeto RESGATO
Projeto O ENCANTADOR DE CÃES.
PROTEÇÃO, DEFESA E LIBERTAÇÃO ANIMAL
Cynthia Esquivel
PEN 51015 - VEREADORA - SANTOS SP 2016

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

ELEIÇÕES 2016

SOU CANDIDATA A VEREADORA EM SANTOS 
PEN 51015
EM FUNÇÃO DO VÁRIOS PROJETOS PROPOSTOS AOS ÓRGÃOS PÚBLICOS NO MEIO AMBIENTE, HABITAÇÃO, E PROTEÇÃO ANIMAL

QUARENTA ANOS E TUDO ESTÁ ÀS AVESSAS...

         
Cynthia Esquivel compartilhou a foto de Sandra Enke.






7 min ·
Cynthia Esquivel
ISSO BEM ACONTECEU COMIGO, O MEDICO, O ADVOGADO , O JUIZ (TODOS AMIGOS ENTRE SI HÁ GERAÇÕES, E DE FAMÍLIAS DE MÉDICOS). FUI DEFENDER MEU MARIDO DO ABUSO DO MEDICO E DO HOSPITAL CASA DE SAÚDE DE SANTOS OBRIGAREM UM IDOSO, MUITO MAL DE SAUDE, ESPERAR 4 HORAS PARA SER ATENDIDO COM HORA MARCADA, E FUI PROCESSADA, TRANSFORMADA EM RE E NAO DEFENSORA DOS DIREITOS DO PACIENTE, DO IDOSO E DO CONSUMIDOR. O MÉDICO MENTIU EM JUÍZO, VALEU A PALAVRA DELE, E TRANSFORMARAM NEGLIGENCIA MÉDICA EM CALÚNIA E DIFAMAÇÃO, PORQUE PUBLIQUEI NO FACE BOOK A QUEIXA ENDEREÇADA A 5 ÓRGÃOS PÚBLICOS QUE NADA FIZERAM.
MEU MARIDO MORREU.
AINDA FUI ACUSADA PELO FILHO BASTARDO DELE DE TE-LO MATADO POR "NEGLIGÊNCIA".
ACHO QUE 40 ANOS INVERTERAM A LÓGICA DO JUSTO COMO UM ESPELHO. ESTAMOS NUMA REALIDADE PARALELA...
A AÇÃO É PÚBLICA. ESTÁ NA INTERNET.

         

domingo, 7 de agosto de 2016

“O machismo não é algo que se expressa de forma solta no cotidiano das pessoas. Ele existe nas instituições e na forma como aqueles que operam essas instituições agem. As mulheres têm clareza de que são vulneráveis não apenas à violência sexual, mas também ao machismo institucional”, observa Flávia.

ESTUDOS SOBRE O AGRESSOR AJUDAM A COMBATER VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

PSICOLOGIA JURÍDICA

Os maus-tratos sutis que você não deve permitir em sua vida


Os maus-tratos sutis causam dor, insegurança e baixa autoestima, por isso não devemos permiti-los. Proteste se houver algo que lhe faz mal, ainda que seu interlocutor se incomode. Se você não entender, precisa de empatia e da inteligência emocional necessária para estabelecer relações saudáveis.
Na hora de falar em maus-tratos, imediatamente pensamos no tipo de violência física ou psicológica que uma pessoa exerce sobre a sua vítima. No entanto, existem outros tipos de maus-tratos “sutis”, dos quais, em algumas ocasiões, não temos tanta consciência e que, aos poucos, acabam por nos destruir por dentro.
São ataques encobertos aos quais não costumamos reagir porque a agressão não é tão direta, ou pode até ser que a intenção não seja de causar dano. No entanto, por ser constante, eles vão destruindo nossa autoestima e a confiança que temos em nós mesmos. Cuidado, pois não estamos falando somente dos maus-tratos sutis que nosso companheiro ou companheira pode exercer; às vezes, até nossos próprios familiares podem praticá-los.
A seguir ensinaremos como reconhecê-los e como se defender deles.

Como se exercem os chamados “maus-tratos sutis”?

Para compreender a dimensão dos maus-tratos sutis, falaremos sobre alguns exemplos que serão facilmente reconhecíveis. Pensemos em uma menina que, desde muito pequena, fizeram acreditar que é desastrada. Toda vez que algo caía das mãos dela, seus pais chamavam a sua atenção; quando ela quebrava algo sem querer, eles justificavam a situação falando de como ela sempre fora muito desastrada.
Na medida em que ela vai crescendo, seus pais usam essa forma desajeitada e avoada para justificar as provas nas quais ela não vai bem, e à sua incapacidade de fazer amigos. Seus pais a amam, não há dúvida disso, e claramente não a estão maltratando fisicamente. No entanto, ao longo de sua vida, eles a fizeram acreditar que é uma pessoa “incapaz e desajeitada”. São maus-tratos sutis criaram nela uma grande insegurança e uma baixa autoestima.
Vejamos outro exemplo. Temos um parceiro que costuma usar muito a ironia em seu dia a dia. São comuns os comentários brincalhões através dos quais ele tenta fazer os outros rirem, sem perceber que, com suas frases, está nos machucando. Ele nunca parece levar nada a sério, e ironiza qualquer coisa: o que você faz, como se veste, como se expressa. São pequenas coisas que ele pode fazer sem ter má intenção, mas no entanto lhe causam dor e, portanto, trata-se de uma situação de maus-tratos encobertos.
É importante saber que este tipo de comportamento é muito comum em nossa realidade, e que é muito difícil reagir diante deles, devido a tanta sutileza. São coisas pequenas que, ao se converterem em persistentes, acabam nos ferindo, até o ponto em que nos tornamos completamente indefesos. Temos que aprender a reconhecê-los.

Como me defender perante maus-tratos “sutis”?

Você deve ter consciência de que as palavras podem machucar tanto quanto uma agressão física. As feridas internas são tão dolorosas quanto um golpe.
Não importa o quanto o comentário for inofensivo, ou a inocência de uma determinada ironia. Não permita que isso aconteça. Diga o que pensa em voz alta e expresse-se claramente, explicando que essas palavras machucam você e que não devem ser repetidas novamente.
Estabeleça limites em sua vida, barreira que os demais não devem ultrapassar. Se as ironias sobre a sua pessoa o incomodarem, não as permita. Se falarem algo sobre você que não for verdade, defenda-se. Se há pessoas que sempre se dedicam a fazer pequenos comentários sobre essas características, talvez seja o momento de se manter afastado delas. As pessoas tóxicas somente nos causam sofrimento, e para viver com insegurança ou infelicidade, não vale a pena conviver com elas.
O principal problema dos maus-tratos sutis é que as outras pessoas não veem problema nenhum em suas palavras e ações. Elas não o reconhecem. O que para eles é uma brincadeira, para nós é uma clara ofensa. Se não reagirmos, se deixarmos passar um dia e o outro também, chegará um momento em que o nível de maus-tratos será muito maior.
Os maus-tratos podem ser exercidos por nossos pais, mães, irmãos, parceiros ou até por colegas de trabalho. Pessoas que dizem que nos amam e respeitam, mas não se equivoque. É fundamental que você defenda sempre a sua própria integridade e sua autoestima, e que diferencie muito bem o que é respeito do que é ofensa. Há pessoas que pensam que a confiança cotidiana lhes dá licença para brincar conosco, para ironizar, e inclusive para faltar com o respeito. Não permita isso nunca. Coloque em evidência tudo que lhe incomodar. Impeça que causem mal, e se não gostarem de sua reação, não se preocupe, pois quem não entender que você se sentiu ferido não tem empatia, e portanto não possui a inteligência emocional necessária para estabelecer reações saudáveis.
Fonte indicada: Melhor com saúde

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pela vida do meu Filho legendado Português



MÉDICOS CENSURANDO INFORMAÇÕES SIMPLES, FAZENDO UM ESTELIONATO EM CIMA DA SAÚDE HUMANA, VISTA COMO FONTE DE RECURSO. ABUSAM DE SEUS "PACIENTES", E NÃO TÊM ESCRÚPULOS EM DESTRUIR UMA FAMÍLIA. O QUE HÁ DE ERRADO COM O SISTEMA DE SAÚDE?
MUNDIAL?

quarta-feira, 27 de julho de 2016

SOBRENOMES DE JUDEUS EXPULSOS DA ESPANHA EM 1492 – VEJA SE O SEU ESTÁ NA LISTA (o meu está)

SOBRENOMES DE JUDEUS EXPULSOS DA ESPANHA EM 1492 

VEJA SE O SEU ESTÁ NA LISTA

Expulsão dos judeus da Espanha
Expulsão dos judeus da Espanha
Autor – Rostand Medeiros
Uma grande amiga, que dá muito valor a história, me mandou a dica desta postagem.
Ela é feita sob medida para aqueles que buscam saber se descendem, ou não, de judeus.
Mas vamos aos fatos.
Bem, em um site de notícias mexicano temos a informação que o governo espanhol publicou uma lista com 5.220 nomes e sobrenomes de origem judaica, que serão reconhecidos pela Espanha após mais de 500 anos de exclusão.
Informa o site que dias atrás o parlamento espanhol começou uma análise para devolver a cidadania para os descendentes dos judeus expulsos em 1492.
Veja o link – http://www.sdpnoticias.com/internacional/2014/03/21/atencion-si-tu-apellido-aparece-en-esta-lista-podras-recibir-nacionalidad-espanola
Aqueles que possuem estes sobrenomes, que vivam ou não na Espanha, poderão obter a dupla cidadania. Pois segundo o site de notícias, o artigo 23 º do Código Civil Espanhol, afirma que “Os cidadãos estrangeiros sefarditas, que provem a sua condição e sua ligação especial com o nosso país, mesmo sem residência legal em Espanha, qualquer que seja a sua ideologia, religião ou crenças”.
aenfardelar
Expulsão de judeus – Fonte – 
https://lahistoriajudiadeandalucia.files.wordpress.com/2012/08/aenfardelar.jpg
Bem, se isso é sério e real eu não tenho como corroborar.
Mas sabemos que no final do século XV, os judeus compunham entre 10% e 15% da população de Portugal — isso somando os cerca de 50 mil judeus portugueses, mais os quase 120 mil que cruzaram a fronteira vindos da vizinha Espanha em 1492, quando os Reis Católicos Fernando e Isabel expulsaram toda a população judaica daquele reino. Nos primeiros dois séculos depois do Descobrimento, o Brasil recebeu boa parte dessa população, os chamados Cristão-novos, convertidos ao cristianismo à força. Um em cada três portugueses que imigraram para a colônia era Cristão-novo.
Até recentemente, acreditava-se que esses judeus conversos abandonaram seus sobrenomes “infiéis” para adotar novos “inventados” baseados exclusivamente em nomes de plantas, árvores, frutas, animais e acidentes geográficos.
Como identificar, então, quem era Cristão-novo?
A mais importante pista está justamente nos arquivos da Inquisição. Aproximadamente 40 mil julgamentos resistiram ao tempo, 95% deles referentes a crimes de judaísmo. Anita Waingort Novinsky, historiadora da Universidade de São Paulo, encontrou exatos 1.819 sobrenomes de Cristão-novos detidos, só no século XVIII, no chamado “Livro dos Culpados”. Os sobrenomes mais comuns dos detidos eram , Nunes (120), Henriques (68), Mendes (66), Correia (51), Lopes (51), Costa, (49), Cardoso (48), Silva (47) e Fonseca (33). A Inquisição anotava todos os nomes dos detidos cuidadosamente, como se fosse a Gestapo nazista e mantinha uma relação de bens de Cristão-novos para confisco.
Isso não quer dizer, no entanto, que todas as famílias com esses sobrenomes eram marranas. Nas investigações, sob tortura, os detidos diziam tudo o que os inquisidores queriam ouvir, acusando vizinhos, empregados e parentes “inocentes”. Fora isso, os sobrenomes eram realmente comuns.
O historiador paulistano Paulo Valadares, autor do “Dicionário Sefaradi de Sobrenomes”, no qual destaca 14 mil sobrenomes oriundos de judeus da Península Ibérica, alerta que é preciso ir além: identificar se há antepassados portugueses que chegaram ao Brasil nos séculos XVI ou XVII ou se foram citados nos anais da Inquisição até o século XVIII, se a família se estabeleceu em alguma região específica e se guarda tradições “estranhas” (Ver – http://www.olhardireto.com.br/conceito/noticias/exibir.asp?id=3514 ).
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Fonte – http://blogs.yahoo.co.jp/
Bom, mas em relação a como se consegue esta dupla nacionalidade?
Aí não sei mesmo!
Mas acho que isso é difícil, pois assim a população Espanha dobraria de tamanho rapidamente. Tanto que depois saiu uma notícia que a pretensa concessão de cidadania espanhola através da ligação histórica com antepassados judeus seria falsa.
Em todo caso, no meu ponto de vista, o legal da postagem foi a publicação dos 5.220 sobrenomes de origem judaica. De pessoas que, segundo o site, foram comprovadamente expulsas daquele país após a Reconquista do território espanhol dos Mouros.
Eu encontrei meu sobrenome (ou “apellido”), Medeiros, entre os listados.
Mas os meus antepassados partiram, em um dia bem remoto, nesta situação de perseguição lá da Espanha ?
Esse material me incentivou a pesquisar mais fundo na história dos meus antepassados e o que descobri é que eles são realmente oriundos da Península Ibérica.
Brasão da freguesia da Ribeira Seca
Brasão da freguesia da Ribeira Seca
É certo também que eles vieram de Portugal, pois consegui alcançar dois irmãos Medeiros que emigraram para o Brasil, mais precisamente para a vila (atual cidade) de Santa Luzia, na Paraíba e depois para o Seridó Potiguar.
Um deles fincou raízes na região da cidade potiguar de Caicó e seu irmão em Acari, de quem descendo. Isso tudo na primeira metade do século XVIII. Constam que eram oriundos da Ilha de São Miguel, nos Açores, mais precisamente da freguesia (aqui no Brasil é o distrito) da Ribeira Seca, também conhecida como São Miguel da Ribeira Seca. Esta freguesia pertence a cidade de Ribeira Grande.
Bem o que apurei sobre estes meus antepassados reproduzo mais adiante, logo após a lista com os nomes.
Mas voltando a questão judaica – Os antepassados destes irmãos Medeiros poderiam ter vindo da Espanha? Seriam eles eram judeus ou cristãos?
Confesso que nada sei. Mas buscar este passado remoto, as minhas raízes, isso é legal de se conhecer e espero aprofundar mais e mais estas pesquisas.
Segue a lista –
A.Abad, Abadía, Abarca, Abastos, Abaunza, Abbot, Abdallá, Abdalah, Abdallah, Abdelnour,Abdo, Abea, Abel, Abela, Abelado, Abella,Abellán, Abendaño, Abou, Abraham, Abrahams, Abrahán, Abrego, Abreu, Abrigo, Abril, Abufelo, Abugadba, Aburto, Acabal, Acebal, Acedo, Acevedo, Acosta, Acuña, Adames, Adamis, Adanaque, Adanis, Adis, Aedo, Agababa, Agámez, Agayón, Agrazal, Agreda, Aguayo, Agudelo, Agüero, Aguiar, Aguilar, Aguilera, Aguiluz, Aguilve, Aguinaga, Aguirre, Agurto,Agustín, Ahuja, Ahumada, Aiello, Aiza, Aizprúa, Aizpurúa, Alache, Alama, Alan, Alani, Alanis, Alanís, Alaniz, Alarcón, Alas, Alavez, Alayón, Alba, Albarello, Albarracín, Albelo, Albenda, Alburola, Alcaíno, Alcanzar, Alcázar, Alcazar, Alcibar, Alcócer, Alcóser, Alcóver, Alcózer, Aldana, Aldaña, Aldapa, Aldecoba, Alderrama, Alegría, Alejos, Alemán, Alexander, Alexandre, Alfaro, Alfonso, Algaba, Alguera, Aliaga, Alicama, Alier, Alizaga, Allan, Allon, Alluín, Almanza, Almanzar, Almanzo, Almaraz, Almazan, Almeida, Almendares, Almendárez, Almendáriz, Almengor, Almonte, Aloisio, Aloma, Alomar, Alonso, Alonzo, Alpírez, Alpízar, Altamirano, Altenor, Alterno, Altino, Altonor, Alva, Alvarado, Alvarenga, Alvares, Álvarez, Alvaro, Alvear, Alverde, Alvergue, Alvir, Alzate, Amado, Amador, Amalla, Amaris, Amaya, Amor, Amora, Amores, Amoros, Ampie, Ampié, Ampiée, Ampiee, Anaya, Anchetta, Anchez, Anchía, Anchieta, Andia, Andino, Andrade, André, Andrés, Andujar, Andújar, Andujo, Angele, Angelini, Anglada, Angulo, Anice, Anjos, Ansorena, Antelo, Antero, Antezana, Antich, Antillón, Antón, Antúnez, Anzora, Aparicio, Apolinar, Apollonio, Aponte, Aquiles, Aquino, Aragón,Aragones, Aragonés, Araica, Arana, Arancibia, Aranda, Arando, Arango, Aranjo, Araque, Arata, Araujo, Araus, Arauz, Araya, Arbaiza, Arballo, Arbelo, Arbizu, Arbizú, Arboleda, Arburola, Arca, Arcarate, Arce, Arceyudh, Arceyut, Arceyuth, Arcia, Arcía, Arciniegas, Ardila, Ardín, Ardón, Ardonnix, Areas, Arellano, Arena, Arenas, Arévalo, Argudo, Arguedas, Argüelles, Argüello, Argueta, Arguijo, Arias, Ariasdes, Arica, Arie, Ariño, Arispe, Arista, Ariza, Arjona, Armada, Armas, Armenta, Armento, Armeras, Armesto, Armijo, Arnáez, Arnau, Arnesto, Anuelo, Arnuero, Arone, Arosemena, Arquín, Arrazola, Arrea, Arredondo, Arreola, Arriaga, Arriagada, Arrieta, Arriola, Arrocha, Arroliga, Arrollo, Arrone, Arrones, Arronés, Arronez, Arronis, Arroniz, Arroyave, Arroyo, Arrubla, Artavia, Arteaga, Artecona, Artiaga, Artiga, Artiles, Artiñano, Artola, Artolozaga, Aruj, Aruizu, Arze, Arzola, Ascante, Ascencio, Asch, Asencio, Asero, Así, Asís, Aspirita, Astacio, Astete, Astorga, Astorquiza, Astúa, Asturias, Asunción, Asusema, Atehortúa, Atein, Atencio, Atensio, Atiensa, Atienza, Augusto, Ávalos, Avelar, Avellán, Avendaño, Ávila, Avilés, Avilez, Ayala, Ayales, Ayara, Ayarza, Aybar, Aycinena, Ayerdis, Aymerich, Azar, Azaria, Asofeifa, Azqueta, Azua, Azúa, Azuar, Azucena, Azul, Azuola, Azurdia.
B. Babb, Babar, Baca, Bacca, Bacigalupo, Badilla, Bado, Báez, Baeza, Baidal, Bairnales, Baizan, Bajarano, Balarezo, Baldares, Balday,Baldelomar, Balderas, Balderrama, Balderramos,Baldí, Baldi, Baldioceda, Baldivia, Baldizón,Balladares, Ballar, Ballard, Ballester, Ballestero,Ballesteros, Ballón, Balma, Balmaceda, Balmacera,Balon, Balser, Baltodano, Banegas, Banet, Banilla, Baños, Bañuelos,
Baquedano, Baquero, Baradín, Baraen, Barahoma, Barahona, Barajas,Baraquiso, Barat, Barba, Barbagallo, Barbagebra, Bárbara, Barbena, Barben,Barberena, Barbosa, Barboza, Barcelas, Barcelata, Barcenas, Barcia, Bardayan,Barguil, Barillas, Barletta, Baro, Barón, Barquedano, Barquero, Barquette, Barra, Barracosa, Barrante, Barrantes, Barraza, Barreda, Barrenechea, Barrera,Barrero, Barreto, Barrias, Barrientos, Barriga, Barrio, Barrionuevo, Barrios,Barroso, Barrot, Barrott, Barrundia, Barsallo, Bart, Bartal, Barteles, Bartels,Barth, Barvas, Baruch, Basadre, Basán, Basilio, Basti, Bastida, Bastos, Bastti,Batalla, Batán, Batista, Batres, Bautista, Bauzid, Baviera, Bayo, Bazán, Bazo,Beatriz, Becancur, Becerra, Becerril, Bedolla, Bedoya, Beeche, Beeché,Beingolea, Beita, Bejarano, Bejos, Bel, Belette, Belgrave, Bellanero, Bellido,Bello, Belloso, Belmonte, Beltrán, Beltre, Benach, Benambourg, Benambugr,Benambur, Benavente, Benavides, Benavídez, Benda, Bendaña, Bendig,Bendij, Benedictis, Beneditt, Benevides, Bengoechea, Benites, Benítez, Benito,Benzón, Berasaluce, Berciano, Berdasco, Berdugo, Berenzón, Bermejo,Bermeo, Bermudes, Bermúdez, Bernadas, Bernal, Bernardo, Bernat, Berrios,Berríos, Berrocal, Berrón, Bertel, Bertrán, Betancort, Bentancourt,Betancourth, Betancur, Betancurt, Beter, Beteta, Bethancourt, Betrano, Better,Biamonte, Binda, Blanco, Blandino, Blando, Blandón, Blau, Blum, Bobadilla,Bodán, Bogán, Bogantes, Bogarín, Bohorguez, Bohorquez, Bojorge, Bolaños,Bolívar, Bonice, Boniche, Bonichi, Bonilla, Borbas, Borbón, Borda, Bordallo,Borge, Borges, Borja, Borjas, Borjes, Borloz, Borras, Borrasé, Borredo,Borrero, Bosque, Botero, Boza, Bran, Bravia, Bravo, Brenes, Breve, Briceño,Brilla, Briones, Brito, Brizeño,Brizuela, Buencamino, Buendía, Bueno, Bueso,Buezo, Buga, Bugarín, Bugat, Bugria, Burgos, Burguera, Burgues, Burillo,Busano, Bustamante, Bustillo, Bustillos, Busto, Bustos, Buzano, Buzeta, Buzo.
C. Caamano, Caamaño, Cabada, Cabadianes, Cabal, Cabalceta, Caballero, Cabana, Cabaña, Cabeza, Cabezas, Cabistán, Cabral, Cabrera, Cabrerizo, Cáceres, Cadenas, Cadet, Cageao,Caicedo, Cairol, Cajas, Cajiao, Cajina, Cala, Calatayud, Calazán, Calcáneo, Caldas, Caldera, Calderón, Calero, Caliva, Calix, Calle, Calleja, Callejas, Callejo, Calles, Calvo, Calzada, Camacho, Camaño, Camarena, Camareno, Camarillo,Cambronero, Camona, Campabadal, Campabadall, Campodónico, Campos, Canales, Canalias, Canas, Candamo, Candelaria, Candelario, Canejo, Canessa, Canet, Canetta, Canizales, Canizález, Canizares, Canno, Cano, Canossa, Cantarero, Cantero, Cantillano, Canto, Cantón, Cañas, Cañizales, Cañizález, Capón, Carabaguias, Carabaguiaz, Caranza, Caravaca, Carazo, Carbalda, Carballo,Carbonell, Carbonero, Carcache, Carcachi, Cárcamo, Carcedo, Carcía, Cárdenas, Cárdenes, Cardona, Cardos, Cardoso, Cardoza, Cardoze, Cares, Carias, Caridad, Carit, Carlos, Carmiol, Carmona, Carnero, Caro, Carpio, Carranza, Carrasco, Carrasquilla, Carreño, Carrera, Carreras, Carrillo, Carrión, Carrizo, Carro, Cartagena, Cartago, Cartín, Carvajal, Carvalho, Carvallo, Casa, Casaca, Casafont, Casal, Casanova, Casañas, Cásares, Casas, Casasnovas, Casasola, Cascante, Casco, Casorla, Cassasola, Cásseres, Castaneda, Castañeda, Castañedas, Castaño, Castañón, Castaños, Castelán, Castellano, Castellanos, Castellón, Casteñeda, Castiblanco, Castilla, Castillo, Castro, Catania, Cateres, Catón, Cavalceta, Cavaller, Cavallo, Cavanillas, Cavazos, Cavero, Cazanga, Ceba, Ceballos, Ceciliano, Cedeño, Cejudo, Celada, Celedón, Celís, Centella, Centeno, Cepeda, Cerceño, Cerda, Cerdas, Cerna, Cernas, Cerón, Cerpas, Cerros, Cervantes, Cervilla, Céspedes, Cevallos, Cevedo, Cevilla, Chabrol, Chacón, Chamarro, Chamorro, Chanquín, Chanta, C 84 Chanto, Chavarría, Chavera, Chaverri, Chaves, Chávez, Chavira, Cheves, Chévez, Chica, Chicaiza, Chicas, Chilquillo, Chinchilla, Chinchillo, Chirino, Chirinos, Chocano, Choza, Cid, Cifuentes, Cintrón, Cisar, Cisne, Cisnero, Cisneros, Cisternas, Claro, Cleves, Cobaleda, Coe, Coello, Coen, Cohen, Coles, Colina, Colindres, Collado, Collina, Colom, Coloma, Colombo, Colomer, Concepción, Concha, Conde, Condega, Condes, Conedo, Conejo, Congosto, Conte, Contreras, Corales, Corao, Cordeiro, Cordero, Cordido, Córdoba, Cordón, Cordonero, Córdova, Cordoze, Corea, Corella, Cornavaca, Cornejo, Corona, Coronado, Coronas, Coronel, Corrales, Correa, Corredera, Corro, Corta, Cortaberría, Cortés, Cortez, Cortinez, Cortissoz, Corvera, Cosio, Cosiol, Cosme, Cossio, Costa, Cotera, Coto, Crespo, Crispín, Crispino, Cruces, Cruz, Cuadra, Cuadrado, Cuan, Cuaresma, Cuarezma, Cuarta, Cubas, Cubenas, Cubero, Cubías, Cubias, Cubilla, Cubillo, Cubillos, Cubria, Cuebas, Cuellar, Cuéllar, Cuello, Cuenca, Cuendis, Cuernavaca, Cuervo, Cuesta, Cueva, Cuevas, Cuevillas, Cunill, Cunillera, Curbelo, Curco, Curdelo.
D. Da Costa, Da Silva, Dacosta, D’Acosta,Dalorso, Dalorzo, Dalsaso, Damaceno, Damito,Daniel, Daniels, Dapuerto, Dapueto,Darce, Darche,Darcia, Darío, Dasadre, Dasilva, Dávalos, David,Dávila, Davis, D’Avola, De Abate, De Aguilar, De Alba, De Alvarado, De Benedictis, De Briones, De Camino, De Castro, De Céspedes, De Espeleta, De Ezpeleta, De Falco, De Faria, De Franco, De Jesús, De Jorge, De Juana, De La Cruz, De La Cuesta,De La Espriella, De La Fuente, De La Garza, De La Guardia, De La Herran, De La Hormaza, De La Jara, De La Mata, De La Nuez, De La O, De La Osa, De La Ossa, De La Paz, De La Peña, De La Rocha, De La Rosa, De La Selva, De La Teja, De La Torre, De La Trava, De La Vega, De Largaespada, De Las Casas, De Las Cuevas, De Las Heras, De Lemos, De León, De Lev, De Lima, De López, De Luz, De Miguel, De Miranda, De Moya, De Odio, De Óleo, De Ona, De Oña, De Paco, De Paredes, De Pass, De Paz, De Pazos, De Pedro, De Pinedo, De Prado, De Rayo, De Sárraga, De Sá, De Trinidad, De Ureña, De Vega, De Yglesias, Del Barco, Del Barrio, Del Bello, Del Busto, Del Carmen, Del Castillo, Del Cid, Del Pilar, Del Pimo, Del Río, Del Risco, Del Socorro,Del Solar, Del Valle, Delatolla, Delgadillo, Delgado, Deliyore, Dellale, Dellanoce, Delso, Delvo, Dengo, Denis, Dennis, Detrinidad, Devanda, Devandas, Devoto, Dias, Díaz, Díez, Díjeres, Díjerez, Dimas, Dinares, Dinarte, Discua, Doblado, Dobles, Dodero, Dalmus, Dalmuz, Domingo, Domínguez, Donado, Donaire, Donato, Doña, Doñas, Donzón, Dorado, Dormos, Dormuz,Doryan, Duar, Duares, Duarte, Duartes, Duenas, Dueñas, Duque, Duque Estrada, Durall, Durán, Durante, Duval, Duvall, Duverrán.
E.Echandi, Echavarría, Echeverri, Echeverría, Eduarte, Egea, Elías, Eligia, Elizalde, Elizonda, Elizondo, Elmaleh, Emanuel, Enrique, Enriques, Enríquez, Eras, Erazo, Escabar, Escalante, Escamilla, Escarré, Escobar, Escobedo, Escocia, Escorriola, Escosia, Escoto, Escovar, Escribano, Escude, Escudero, España, Esparragó, Espelerta, Espeleta, Espinach, Espinal, Espinales, Espinar, Espino, Espinosa, Espinoza, Espitia, Esquivel, Esteban, Esteves, Estévez, Estrada, Estrella.
F.Faba, Fabara, Fabián, Fábrega, Fabregat,Fabres, Facio, Faerrón, Faeth, Faiges, Fait, Faith,Fajardo, Falco, Falcón, Falla, Fallas, Farach, Farah,Fargas, Farias, Farías, Faries, Fariña, Fariñas,Farrach, Farrer, Farrera, Farrier, Fatjo, Fatjó, Faundez, Faune, Fava, Fazio, Fermández, Fermán,Fernandes, Fernández, Fernando, Ferrada, Ferrán, Ferrando, Ferraro,Ferreira,Ferreiro, Ferrer, Ferrero, Ferris, Ferro, Ferros,Fiallos, Fictoria, Fidalgo,Fierro, Figueiredo, Figuer,Figueras, Figueres, Figueroa, Filomena, Fletes,Fletis, Flores, Fonseca, Font, Forero, Formoso, Fornaguera, Fraga,Fraguela,Francés, Frances, Francesa, Francia, Francis,Franco, Fray, Frayle, Freer,Freira, Fresno, Freyre, Frías,Frutos, Fuentes, Fumero, Funes, Funez, Fúnez,Fuscaldo, Fusco.
G. Gabriel, Gadea, Gaete, Gago, Gainza, Gaitán,Galacia, Galagarza, Galán, Galarza, Galaviz, Galba,Galcerán, Galeano, Galeas, Galeno, Galera,Galiana, Galiano, Galindo, Galino, Galiñanes, Gallardo, Gallegas, Gallegos, Gallo, Galo, Galtés,Galván, Gálvez, Galvis, Gamarra, Gamazo, Gambo,Gamboa, Gámez, Garay, Garayar, Garbanzo, Garcés, García, Gardela,Gargollo, Garino, Garita, Garmendia, Garner, Garnier, Garreta, Garrido, Garro,Garrón, Garza, Garzel, Garzón, Garzona, Gaspar, Gateno,Gateño, Gavarrete,Gavilán, Gaviria, Gavosto, Gayoso,Gaytán, Gazel, Gazo, Geoyenaga, Gil,Gillén, Gilles, Giral, Giraldo, Giraldt, Giralt, Giro, Girón, Gladis, Goches,Góchez, Godines, Godínez, Godoy, Goic, Goicoechea, Goicuria, Goldenberg,Golfín, Gomar, Gómez, Gomis, Gondres,Góndrez, Góngora, Gonzaga,Gonzales, González, Gonzalo, Goñi, Gordon, Górgona, Goyenaga, Gracía,Gracias,Gradis, Grajal, Grajales, Grajeda, Grana,Granada, Granados, Granda,Grandoso, Granera, Granizo, Granja, Graña, Gras, Grau, Greco, Greñas,Gridalva, Grigoyen, Grijalba, Grijalda, Grijalva, Grillo, Guadamuz, Guadrón,Guajardo, Guardado, Guardano, Guardia, Guardián, Guardiola, Guarín,Guasch, Gudino, Gudiño, Güel, Güell, Güendel, Güendell, Guerra, Guerrero,Guevara, Guido, Guie, Guier, Guifarro, Guilá, Guillarte, Guillén, Guillermet,Guillermo, Guilles, Güillies, Guillies, Guillis,Guilloch, Guiménez, Guindos,Guitiérrez, Guitta, Guix,Gulubay, Gunera, Guntanis, Gurdián, Gurrero,Gurrola, Gustavino, Gutiérrez, Guzmán.
H.Haba, Habibe, Haenz, Harrah, Hénchoz,Henríquez, Henrriquez, Herdocia, Heredia,Herencia, Heríquez, Hermann, Hermosilla, Hernández, Hernando, Hernánez, Herra, Herradora,Herrán, Herrera, Herrero, Hevia, Hidalgo, Hierro,Hincapié, Hinostroza, Horna, Hornedo, Huerta,Huertas, Huete, Huezo, Hurtado, Hurtecho.
I. Ibáñez, Ibarra, Ibarras, Icaza, Iglesias, Ilama,Incapié, Incer, Incera, Inceras, Inces, Infante,Iracheta, Iraheta, Irastorza, Irias, Iribar, Irigaray,Irola, Isaac, Isaacs, Israel, Ivañez, Izaba, Izaguirre,Izandra, Iznardo, Izquierdo, Izrael, Izurieta
J.Jácamo, Jacobo, Jácome, Jácomo, Jaen,Jáenz, Jara, Jaramillo, Jarquín, Jarrín, Jerano, Jerez,Jiménez, Jimera, Jinesta, Jirón, Joseph, Jovel,Juárez, Junco, Juncos, Jurado.
K. Kaminsky, Klein, Kuadra.
L.La Barca, Labra, Lacarez, Lacayo, Lafuente,Lago, Lagos, Laguardia, Laguna, Lain, Laine,Lainez, Laitano, Lamas, Lamela, Lamicq,Lamugue, Lamuza, Lancho, Lanco, Landazuri,Lández, Lanuza, Lanza, Lanzas, Lapeira, Laporte,Laprade, Lara, Lares, Largaespada, Largo, Larios,Larrabure, Larrad, Larragan,Larragán, Larraguivel, Lasa, Lasantas, Láscares,Láscarez, Láscaris, Lasso, Lastra, Lastreto, Latiff,Latino, Latorraca, Laurito,Laverde, Lázaro, Lázarus, Lázcares, Lazo, Lazzo, L’Calleja, Leal, Leandra,Leandro, Ledezma, Ledo, Leitón, Leiva, Lejarza, Lemmes,Lemos, Lemus,Lemuz, Leñero, León, Lépiz, Levi, Leytón, Leyva,Lezama, Lezana, Lezcano,Lhamas, Lieberman, Lima, Linares, Linarte,Lindo, Lines, Líos, Lira, Lizama,Lizana, Lizano, Lizarme, Llabona, Llach, Llado, Llamazares, Llamosas, Llano,Lanos, Llanten, Llaurado, Llerena, Llibre, Llinas, Llobet, Llobeth,Llorca, Llorella, Llorens, Llorente, Llosent, Lloser, Llovera, Llubere,Loáciga,Loáiciga, Loáisiga, Loaissa, Loaiza, Lobo,Loeb, Loew, Loinaz, Lombardo,Londoño, Lope,Lopes, Lopera, López, Lopezlage, Loprete, Lora, Loredo, Lorente,Lorenz, Lorenzana, Lorenzen, Lorenzo, Loría, Lorío, Lorio, Lorz, Losada,Losilla,Louk, Louzao, Loynaz, Loza, Lozano, Luarca, Lucas, Lucena,Lucero,Lucke, Lugo, Luis, Luján, Luna, Lunaza, Luque, Luquez.
M.Macaya, Macedo, Maceo, Machado, Machín, Machuca, Macia, Macias, Macías, Macís, Macre, Macrea, Madariaga, Maderos, Madinagoitia, Madrano, Madrid, Madriga, Madrigal, Madril, Madriz, Maduro, Magalhaes, Magallón, Magaña, Magdalena, Maguiña, Mahomar, Maikut, Maingot, Mairena, Maisonave, Maita, Majano, Majarres, Malaga, Maldonado, Malé, Malespín, Malestín, Maltés, Maltez, Malvarez, Manavella, Mancheno, Mancia, Mancía, Mandas, Mangaña, Mangas, Mangel, Manjarres, Mans, Mansalvo, Mansilla, Manso, Mantanero, Mantica, Mantilla, Manuel, Manzanal, Manzanares, Manzano, Manzur, Marabiaga, Maradiaga, Marbes, Marbis, Marcenaro, March, Marchena, Marcia, Marcías, Marcillo, Marcos, Mardones, Marenco, Margules, María, Marichal, Marín, Marinero, Marino, Mariñas, Mariño, Marot, Maroto, Marqués, Marquez, Marreco, Marrero, Marroquín, Marsell, Marte, Martell, Martén, Martens, Martí, Martin, Martínez, Martins, Marvez, Mas, Masía, Masís, Maso, Mason, Massuh, Mastache, Mata, Matamoros, Matarrita, Mate, Mateo, Matera, Mateus, Matías, Matos, Mattus, Mattuz, Matul, Matus, Matute, Maurel, Maurer, Mauricio, Mauro, Maynard, Maynaro, Maynart, Mayo, Mayor, Mayorga, Mayorquín, Mayre, Mayrena, Maza, Mazariegos, Mazas, Mazín, Mazón, Mazuque, Mazure, Medal, Mederano, Mederas, Medeiros, Medina, Medinilla, Medoza, Medrano, Meira, Mejía, Mejías, Melara, Meléndez, Melgar, Melgarrejo, Mellado, Melo, Membreño, Mena, Menayo, Menchaca, Mendea, Méndez, Mendiantuba, Mendieta, Mendiola, Mendives, Mendivil, Mendoza, Mendreño, Menéndez, Meneses, Menjibar, Menjivar, Menocal, Meono, Meoño, Merayo, Meraz, Merazo, Merazzo, Mercado, Mercelina, Mercer, Mergarejo, Mérida, Merino, Merizalde, Merlo, Mesa, Mesales, Mesalles, Meseguer, Mesén, Messeguer, M 95 Mestayer, Meszaros, Meza, Michelena, Michelino, Micillo, Miguez, Mijangos, Mijares, Milanés, Milano, Millet, Mina, Minas, Minero,Miño, Miqueo, Miraba, Miralles, Mirambell, Miramontes, Miranda, Miro, Mirquez, Mitja, Mitjavila, Mizrachi, Mojarro, Mojica, Molestina, Molian, Molín, Molina, Molinero, Molleda, Mollinedo, Mollo, Moncada, Mondol, Mondragón, Moneda, Moneiro, Monestel, Monga, Mongalo, Móngalo, Monge, Mongillo, Monguillo, Monjarres, Monjarrez, Monjica, Monserrat, Montagné, Montalbán, Montalbert, Montalto, Montalván, Montalvo, Montana, Montanaro, Montandón, Montano, Montealegre, Montealto, Montecino, Montecinos, Monteil, Montejo, Montenaro, Montenegro, Montero, Monterosa, Monteroza, Monterrey, Monterrosa, Monterroso, Montes, Monterinos, Monteverde, Montiel, Montier, Montoya, Monturiol, Mora, Moraes, Moraga, Morales, Morán, Morazán, Moreira, Morejón, Morena, Moreno, Morera, Moriano, Morice, Morillo, Morín, Moris, Morise, Moro, Morote, Moroto, Morraz, Morúa, Morún, Morux, Morvillo, Moscarella, Moscoa, Moscoso, Mosquera, Motta, Moxi, Moya, Mozquera, Mugica, Muiña, Muir, Mulato, Munera, Mungía, Munguía, Munive, Munizaga, Muñante, Muñiz, Muñoz, Murcia, Murgado, Murgas, Murias, Murillo, Murilo, Muro, Mussap, Mussapp, Mussio, Mustelier, Muxo.
N.Naim, Naira, Nájar,Nájares, Najarro, Nájera, Nájeres, Naranjo, Narvaes, Narváez, Nasralah, Nasso, Navaro, Navarrete, Navarrette, Navarro, Navas, Nayap, Nazario, Nema, Nemar, Neyra, Nieto, Nino, Niño, Noble, Noboa, Noel, Nogebro, Noguera, Nomberto, Nora, Noriega, Norza, Nova, Novales, Novo, Novoa, Nuevo, Nuez, Nunga, Núñez.
O.Obaldía, Obanbo, Obando, Obares, Obellón, Obon, Obrego, Obregón, Ocampo, Ocampos, Ocaña, Ocaño, Ocario, Ochoa, Ocón, Oconitrillo, Ode, Odio, Odir, Odóñez, Odor, Oduber, Oguilve, Ojeda, Okarlo, Okendo, Olarte, Olaso, Olaverri, Olazaba, Olguín, Oliva, Olivar, Olivares, Olivárez, Olivas, Oliver, Olivera, Oliverio, Olivier, Oliviera, Olivo, Oller, Olmeda, Olmedo, Olmo, Olmos, Omacell, Omodeo, Ondoy, Onetto, Oñate, Oñoro, Oporta, Oporto, Oquendo, Ora, Orama, Oramas, Orantes, Ordeñana, Ordoñes, Ordóñez, Orduz, Oreamuno, Oreas, Oreiro, Orella, Orellana, Orfila, Orias, Orios, Orjas, Orjuela, Orlich, Ormasis, Ormeño, Orna, Ornes, Orochena, Orocu, Orosco, Orozco, Ortega, Ortegón, Ortiz, Ortuño, Orve, Osante, Oseda, Osegueda, Osejo, Osequeda, Oses, Osorio, Osorno, Ospina, Ospino, Ossa, Otalvaro, Otárola, Otero, Oto, Otoya, Ovares, Ovarez, Oviedo, Ozerio, Ozores, Ozuno.
P.Pabón, Pacheco, Paco, Padilla, Páez, Paguaga, País, Países, Paiz, Pajuelo, Palacino, Palacio, Palacios, Palaco, Paladino, Palazuelos, Palencia, Palma, Palomar, Palomino, Palomo, Pamares, Pampillo, Pana, Pandolfo, Paniagua, Pantigoso, Pantoja, Paña, Papez, Parada, Parado, Parajeles, Parajón, Páramo, Pardo, Paredes, Pareja, Pares, París, Parra, Parrales, Parreaguirre, Parriles, Parrilla, Pasamontes, Pasapera, Pasos, Passapera, Pastor, Pastora, Pastrán, Pastrana, Pastrano, Patiño, Patricio, Paut, Pauth, Pavez, Pavón, Paz, Pazmiño, Pazos, Pedraza, Pedreira, Pedreiro, Pedroza, Peinador, Peinano, Peláez, Pellas, Pellecer, Pena, Penabad, Penado, Pendones, Penón, Penso, Peña, Peñaloza, Peñaranda, Peñas, Peñate, Penzo, Peñón, Peraldo, Perales, Peralta, Peraza, Perdomo, Perea, Perearnau, Pereira, Pereiras, Perera, Pereyra, Pérez, Perezache, Pergo, Pericón, Perla, Perlaza, Pessoa, Peynado, Peytrequín, Pezo, Picado, Picasso, Picavea, Pichardo, Pico, Picón, Piedra, Piedrafita, Pila, Pilarte, Pimente, Pina, Pinada, Pinagel, Pinagen, Pinar, Pincai, Pincay, Pinchinat, Pineda, Pinel, Pinell, Piney, Pinillos, Pinkay, Pino, Pintado, Pinto, Pinzas, Piña, Piñar, Piñate, Piñeiro, Piñeres, Pinzón, Pío, Pion, Piovano, Piovet, Pitalva, Piza, Pizarro, Pla, Plá, Placeres, Pláceres, Plácido, Placidón, Plaja, Platero, Poblador, Poblete, Pocasangre, Pochet, Podoy, Pokoy, Pol, Polamo, Polo, Polonio, Poma, Pomar, Pomareda, Pomares, Ponares, Ponce, Pontigo, Pool, Porat, Porquet, Porras, Porta, Portela, Porter,Portero, Portilla, Portillo, Portobanco, Portocarrera, Portugués, Portuguez, Posada, Posla, Poveda, Povedano, Pozo, Pozos, Pozuelo, Prada, Pradella, Pradilla, Prado, Prat, Pratt, Pravia, Prendas, Prendis, Pretiz, Prettel, Prieto, Prietto, Primante, Prior, Prioto, Privatt, Procupez, Puente, Puentes, Puertas, Puga, Puig, Pujo, Pujol, Pulido, Pulis, Pull, Pulles, Pupo, Purcallas.
Q.Quedo, Queralt, Queredo, Querra, Quesada, Quevedo, Quezada, Quiel, Quijada, Quijano, Quinaz, Quinde, Quino, Quintana, Quintanilla, Quinter, Quintero, Quinto, Quiñones, Quiñónez, Quirce, Quiroga, Quirós, Quiroz.
R.Raa, Raabe, Raba, Rabetta, Raga, Raigada, Raigosa, Ramírez, Ramón, Ramos, Randel, Randuro, Rangel, Raphael, Rauda, Raudes, Raudez, Raventos, Raventós, Raygada, Rayo, Rayos, Real, Reales, Reazco, Recinos, Recio, Redondo, Regaño, Regidor, Regueira, Regueyra, Reich, Reina, Renderos, Rendón, Reñazco, Repeto, Repetto, Requene, Requeno, Requeño, Rescia, Resenterra, Restrepo, Retana, Reuben, Revelo, Revilla, Revollar, Revollo, Rey, Reyes, Reyna, Riba, Ribas, Ribera, Ribero, Ricardo, Ricaurte, Riera, Rileva, Rincón, Río, Ríos, Riotte, Rivalta, Rivardo, Rivas, Rivel, Rivera, Rivero, Riverón, Riveros, Rizo, Roa, Roba, Robelo, Roble, Robles, Robleto, Roboz, Roca, Rocabado, Rocca, Roch, Rocha, Roda, Rodas, Rodesma, Rodesno, Rodezno, Rodó, Rodo, Rodrigo, Rodríguez, Roe, Roig, Rois, Rojas, Rojo, Roldán, Romagosa, Román, Romano, Romero, Roque, Rosa, Rosabal, Rosales, Rosas, Rouillón, Rovillón, Rovira, Roviralta, Roy, Royo, Roys, Rozados, Rozo, Ruano, Rubí, Rubia, Rubín, Rubino, Rubio, Rucavado, Rudín, Rueda, Rugama, Rugeles, Ruh, Ruilova, Ruin, Ruiz, Romoroso, Russo.
S.Saavedra, Saba, Sabah, Saballo, Saballos, Sabat, Sabate, Sabba, Sabín, Sabogal, Saborío, Saboz, Sacasa, Sacida, Sada, Sadaña, Sáenz, Saer, Saerron, Sáez, Safiano, Sage, Sagel, Sagot, Sagreda, Saguero, Sala, Salablanca, Salamanca, Salas, Salazar, Salbavarro, Salcedo, Salcino, Saldaña, Saldivar, Salgada, Salgado, Salguera, Salguero, Saliba, Salinas, Salmerón, Salmón, Salom, Salomón, Salumé, Salume, Salustro, Salvado, Salvatierra, Salvo, Samaniego, Sambrana, Samper, Samudio, Samuel, San Gil, San José, San Juan, San Martín, San Román, San Silvestre, Sanabria, Sanahuja, Saname, Sanamucia, Sanarrusia, Sánchez, Sancho, Sandí, Sandigo, Sandino, Sandoval, Sandria, Sandy, Sanga, Sangil, Sanjines, Sanjuan, Sansebastián, Sansilvestre, Sanson, Sansores, Santa Ana, Santa Cruz, Santa María, Santacruz, Santamaría, Santana, Santander, Santiago, Santibanes, Santiesteban, Santillán, Santín, Santisteban, Santoanastacio, Santos, Sanvicente, Sanz, Saraiva, Saravanja, Saravia, Sardinas, Sardiñas, Sariego, Sarmiento, Sárraga, Sarratea, Sarraulte, Sarria, Sas, Sasso, Satjo, Sauceda, Saucedo, Sauza, Savala, Savallos, Savedra, Savinón, Saxón, Sayaguez, Scriba, Seas, Seballos, Secades, Secaida, Seco, Sedano, Sedo, Segares, Segovia, Segreda, Segura, Sehezar, Selaya, Selles, Selva, Selvas, Semerawno, Semeraro, Sepúlveda, Sequeira, Sermeño, Serra, Serracín, Serrano, Serrato, Serraulte, Serru, Serrut, Servellón, Sevilla, Sevillano, Sibaja, Sierra, Sieza, Sigüenza, Siguenza, Siles, Siliezar, Silva, Silvera, Silvia, Simana, Simón, Sinchico, Sio, Sion, Siri, Sirias, Siverio, , Siz, Sobalvarro, Sobrado, Sojo, Sol, Solana, Solano, Solar, Solares, Solarte, Soldevilla, Solé, Solemne, Soler, Solera, Soley, Solís, Soliz, Solno, Solo, Solórzano, Soltero, Somarriba, Somarribas, Somoza, Soria, Sorio, Soro, Sorto, Sosa, Sossa, Sosto, Sotela,Sotelo, Sotillo, Soto, Sotomayor, Sotres, Souto, Soutullo, Sovalbarro, Soza, Suárez, Suazao, Suazo, Subia, Subiros, Subirós, Subisos, Succar, Sueiras, Suñer, Suñol, Surroca, Suyapa, Suzarte.
T.Tabah, Tabares, Tablada, Tabor, Tabora, Taborda, Taco, Tagarita, Tagarró, Tal, Talavera, Taleno, Tamara, Tamargo, Tamayo, Tames, Tanchez, Tanco, Tapia, Tapias, Taracena, Tardencilla, Tarjan, Tarrillo, Tasara, Tate, Tato, Tavares, Tedesco, Teherán, Teijeiro, Teixido, Tejada, Tejeda, Tejos, Tellería, Telles, Téllez, Tello, Tellos, Tencio, Tenorio, Terán, Tercero, Terrade, Terrientes, Terrin, Terrín, Thames, Theran, Thiel, Thiele, Thuel, Tíjeres, Tijerino, Tinoco, Toala, Tobal, Tobar, Tobe, Tobella, Tobín, Tobón, Toledo, Toletino, Tomas, Tomás, Tomeu, Toribio, Torijano, Tormo, Toro, Torralba, Torre, Torrealba, Torregresa, Torregroza, Torrente, Torrentes, Torres, Tórrez, Tortós, Tortosa, Toruño, Tosso, Touma, Toval, Tovar, Trala, Traña, Traures, Travierzo, Travieso, Trediño, Treguear, Trejos, Treminio, Treviño, Triana, Trigo, Triguel, Triguero, Trigueros, Trilite, Trimarco, Trimiño, Triquell, Tristán, Triunfo, Troche, Trocanis, Troncoso, Troya, Troyo, Troz, Trueba, Truffat, Trujillo, Trullas, Trullás, Truque, Tula, Turcio, Turcios.
U.Ubach, Ubao, Ubeda, Ubico, Ubilla, Ubisco, Ubizco, Ucanan, Ucañan, Ugalde, Ugarte, Ujueta, Ulacia, Ulate, Ulcigrai, Ulcigral, Ulecia, Uley, Ulibarri, Ulloa, Umaña, Umanzor, Ungar, Urain, Uralde, Urbano, Urbina, Urcuyo, Urdangarin, Urea, Urela, Ureña, Urgellés, Uriarte, Uribe, Uriel, Urieta, Uriza, Uroz, Urquiaga, Urra, Urraca, Urrea, Urroz, Urruela, Urrutia, Urtecho, Urunuela, Urzola, Usaga, Useda, Uva, Uveda, Uzaga, Uzcategui.
V.Vadivia, Vado, Valdelomar, Valderama, Valderrama, Valderramo, Valderramos, Valdés, Valdescastillo, Valdez, Valdiva, Valdivia, Valdivieso, Valencia, Valenciano, Valentín, Valenzuela, Valera, Valerín, Valerio, Vales, Valiente, Valladares, Vallarino, Vallcaneras, Valldeperas, Valle, Vallecillo, Vallecillos, Vallejo, Vallejos, Valles, Vallez, Valls, Vals, Valverde, Vanegas, Vaquerano, Vardesia, Varela, Varga, Vargas, Vargo, Varsi, Varsot, Vartanian, Varth, Vasco, Vasconcelos, Vasílica, Vásquez, Vassell, Vaz, Veas, Vedoba, Vedova, Vedoya, Vega, Vegas, Vela, Velarde, Velasco, Velásquez, Velazco, Velázquez, Vélez, Veliz, Venegas, Ventura, Vera, Verardo, Verastagui, Verdesia, Verdesoto, Vergara, Verguizas, Vertiz, Verzola, Vesco, Viales, Viana, Viatela, Vicario, Vicente, Vico, Víctor, Victores, Victoria, Vidaechea, Vidal, Vidales, Vidalón, Vidaorreta, Vidaurre, Videche, Vieira, Vieto, Vigil, Vigot, Vila, Vilaboa, Vilallobos, Vilanova, Vilaplana, Villar, Villareal, Villarebia, Villareiva, Villarreal, Villarroel, Villas, Villaseñor, Villasuso,Villatoro, Villaverde, Villavicencio, Villeda, Villegas, Villejas, Villena, Viloria, Vindas, Vindel, Vinueza, Viñas, Víquez, Viscaino, Viso, Vivallo, Vivas, Vivero, Vives, Vívez, Vivies, Vivó, Vizcaíno, Vizcayno.
W.Wainberg, Wolf.
Y.Yaacobi, Yanarella, Yanayaco, Yanes, Yepez, Yglesias, Yllanes, Yurica, Yzaguirre.
Z.Zabala, Zabaleta, Zabate, Zablah, Zacarías, Zacasa, Zalazar, Zaldivar, Zallas, Zambrana, Zambrano, Zamora, Zamorano, Zamudio, Zamuria, Zapata, Zaragoza, Zárate, Zarco, Zaror, Zarzosa, Zavala, Zavaleta, Zayas, Zayat, Zecca, Zedan, Zegarra, Zelada, Zelaya, Zeledón, Zepeda, Zetina, Zonta, Zoratte, Zuleta, Zumba, Zumbado, Zúñiga, Zunzunegui.
Bem, como comentei anteriormente, este material me ajudou incentivou muito a buscar mais informações e o que apurei sobre o meu primeiro antepassado a chegar ao Brasil eu reproduzo agora….
Sebastião de Medeiros Matos – Natural da Ilha de São Miguel, nos Açores, Sebastião (também Sebastião Afonso de Medeiros, conforme alguns genealogistas) migrou para o Brasil na primeira metade do século XVIII, estabelecendo-se, inicialmente, em Santa Luzia, na Ribeira do Sabugi, na Paraíba, juntamente com seu irmão e companheiro de migração Rodrigo de Medeiros Rocha (nascido a 21 de janeiro de 1709, batizado no dia 26 seguinte, na igreja de São Pedro da Ribeira Seca, na mencionada Ilha de São Miguel).
Ribeira_Seca_-_Ribeira_Grande
Igreja paroquial de São Pedro da Ribeira Seca (século XVI), onde meus antepassados 
foram batisados – Fonte – https://pt.wikipedia.org/wiki/Ribeira_Seca_(Ribeira_Grande) 
Eles eram filhos de Manuel Afonso de Matos, Alferes, e Maria de Medeiros Pimentel, os quais haviam casado nos Açores, a 17 de junho de 1693, e, conforme o grande e seguro historiador e genealogista Olavo de Medeiros Filho, faleceram a 7 de novembro de 1729 e 27 de novembro de 1734, respectivamente, no lugar chamado Lomba de Santa Bárbara.
Pelo lado paterno, foram seus avós Rodrigo de Matos e Catarina de Fontes, e, pelo materno, Bartolomeu de Frias Camelo e Maria de Medeiros Rocha (casaram 31 de março de 1674), esta, filha de Francisco Lopes da Costa e Maria de Medeiros (casaram a 15 de outubro de 1650.
Em Santa Luzia, casaram-se ambos os irmãos com duas irmãs – Sebastião de Medeiros Matos, com Antônia de Morais Valcácer, e Rodrigo de Medeiros Rocha, com Apolônia Barbosa de Araújo. Eram elas filhas de Manuel Fernandes Freire, natural de Olinda, e de Antônia de Morais Valcácer, também Antônia de Morais, a qual era filha de Pedro Ferreira das Neves, conhecido como Pedro Velho, e sua mulher Custódia de Amorim Valcácer – ele, natural de Mamanguape, transladou-se para a Ribeira do Sabugi, onde viveu na Fazenda Cacimba da Velha e se tornou um patriarca e proprietário de muitas terras.
Aliás, juntamente com o cunhado Sebastião de Medeiros Matos, um filho homônimo do patriarca requereu a sesmaria transcrita abaixo, publicada por João de Lyra Tavares: 
“Nº 497 em 24 de Março de 1759 – Tenente Vicente Ferreira Neves e Tenente Sebastião de Medeiros, moradores nesta capitania, dizem que a custa de sua fazenda e risco de suas vidas, tinham descoberto sobre a serra da Borburema, sertões deste governo, terras devolutas e desaproveitadas, com sufficiencia de crear gados e como careciam de terras para os crear pretendiam que se lhes concedesse por sesmaria em nome de S.M. tres leguas de comprido e uma de largo, para ambos, na dita serra, logar chamado Albino riacho chamado Olho d’Agua Grande que nascia da pedra chamada o Fundamento cujas terras confrontam em muita distância pela parte do nascente com R.R.P.P. da companhia do sitio do Poço, pela parte do poente com terras do defunto Izidoro Hortins, pela do norte com as de Antonio de Araujo Frazão e Cosme Dias de Araujo e pela do sul com José da Costa Romeo ou com quem verdadeiramente pertencesse, podendo fazer do comprimento largura ou da  largura comprimento, pedindo em conclusão se lhe concedesse as ditas terras por sesmaria com as confrontações declaradas para fazer a sua situação e peão no dito logar chamado Albino e Riacho chamado Olho d’Agua Grande. Foi feita a concessão, no governo de José Henrique de Carvalho.”
igrejadorosario
A cidade de Acari, na ribeira do Rio Acauã, no Seridó Potiguar, surgiu de um pouso 
de viajantes, a partir da construção da Capela de Nossa Senhora da Guia (foto) pelo 
sargento‐mor Manuel Esteves de Andrade, em 1737. Foi neste templo religioso que 
meus antepassados buscaram conforto espiritual no Brasil – Fonte – http://vlogdocatiripapo.blogspot.com.br/2010/04/cantos-de-acari-igreja-do-rosario.html
Posteriormente, o Alferes, depois Tenente e, finalmente, Capitão Sebastião de Medeiros Matos e sua mulher, Antônia de Morais Valcácer, passaram para o Seridó do Rio Grande do Norte, região vizinha do Sabugi, onde até hoje proliferam seus descendentes. Todos os estudiosos da história e da genealogia do Sabugi e do Seridó são unânimes em afirmar que daqueles dois casais – Sebastião de Medeiros Matos e Antônia de Morais Valcácer, Rodrigo de Medeiros Rocha e Apolônia Barbosa de Araújo – descendem todos os que portam o sobrenome Medeiros, originados do sertão do Rio Grande do Norte e do da Paraíba. Aqui se deve registrar, ainda, que um sobrinho dos dois irmãos, de nome José Inácio de Matos, igualmente açoriano, também esteve muito ligado a eles, havendo migrado junto ou chegado logo pouco tempo depois; ele casou com uma filha de Sebastião de Medeiros Matos, Quitéria Maria da Conceição. Não se sabe exatamente quando aqueles irmãos chegaram ao Brasil, mas é razoável acreditar que aportaram aqui no final da terceira década do século XVIII. Sabe-se que Rodrigo teve seu inventário iniciado em 1757, ficando seu irmão como tutor dos órfãos; sua viúva, Apolônia, faleceu e foi sepultada a 28 de novembro de 1802, estando com 88 anos de idade, conforme o registro do seu sepultamento. De Sebastião e de sua mulher, Antônia, não tenho as datas de falecimento, mas ele estava ainda vivo em 1793, com uma avançadíssima idade.
Estas informaçãoes são oriundas do site http://www.geocities.ws/dinoamedeiros/SebastiaoAfonsoMed.html
Bom, é isso pessoal, espero que tenham curtido esta viagem genealógica.
Entretanto, confesso que por mais que descubra coisas interessantes nesta questão, o que me dá orgulha mesmo de ser quem sou, é o fato de ser Nordestino. Talvez eu não fosse tão feliz em ser brasileiro se não tivesse nascido nesta região e morasse aqui.


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SIM, ESQUIVEL ESTÁ NA LISTA. FAMÍLIA ORIUNDA DA IRLANDA, SEDIOU-SE NO PAÍZ BASCO, DONDE AINDA HÁ RUÍNAS DA TORRE DO CASTELO, E QUE ORIGINARIAMENTE ESCREVIA-SE ESKIBEL, TENDO BRASÃO E ARMAS. NOSSO PENTAVÔ , MIGROU PARA PORTUGAL, E SENDO NOBRE, PASSOU A FAZER PARTE DA CORTE PORTUGUESA.